Ai, tá bom, já passou da hora de escrever sobre esses dois... E ainda tem mais coisas que já passou da hora de escrever sobre!
No Carnaval fui viajar pra "quitenete" (como se escreve isso?) da minha avó em Santos. Fomos eu, ela, minha irmã, meu Jorginho (que está correndo livre pelas nuvens), e o Bidu, cachorro da vovó.
Uma noite, me assustei com um barulho enorme e abri os olhos. Vi uma parede com dois pentagramas dourados, e algo de lilás, que não sei se era a própria parede ou um tecido pendurado em algum lugar. O susto com isso foi maior do que com o barulho. Sentei na cama e gritei o que pra mim não foi um grito pra fora, mas um grito pra dentro, abafado, um "sugar" de ar. E de repente... Pronto. Eu estava de volta.
Minha irmã e minha avó disseram que acordaram com o meu grito, e não com o barulho. Naquela hora não vimos mais nada, mas na manhã seguinte vimos que o vidro da janela estava quebrado. Talvez alguém tenha atirado uma pedra (o apartamento é no primeiro andar) ou a janela de fora tenha batido com o vento.
Minha irmã quis saber por que foi que eu gritei. Ela tem essa mania, de achar que todos os meus gritos são em vão. Posso ter batido a cabeça, levado um tombo, um martelo pode ter caído no meu dedo... Ela quer saber "mas por que vocês precisou gritar?". O susto com o barulho não bastava como motivo? Não. Então contei a ela sobre a parede com os pentagramas. Ela quase rolou de rir e ainda soltou essa: "Viu, fica se metendo com bruxa... É isso que dá!". Ajudou muito.
Fiquei com a pergunta na cabeça... "Pra onde é que eu fui?". Eu tinha a sensação muito forte que não tinha sido só um sonho, eu realmente estava em outro lugar.
Mais ou menos uma semana depois, já em São Paulo, tive outro sonho. Eu estava conhecendo a casa de alguém, outras pessoas estavam comigo. Eu não me lembro de ter visto o dono da casa, mas tinha a sensação de que era um homem. Eu estava numa varanda vendo o jardim, um jardim muito grande, parecido com o da casa de uma amiga minha, e estranhei não estar vendo o lugar onde ele (o dono da casa) cultivava as ervas que usava. Até que avistei à esquerda, encostado numa parede, um pedaço de terra em forma de quadrado com as ervas, e ainda comentei com a pessoa que estava do meu lado: "Ah, lá estão as ervas que ele cultiva pra usar! Bem que eu estava estranhando não encontrá-las, afinal, alguém como ele não iria deixar de cultivar as próprias ervas!".
Depois desse segundo sonho, a sensação de estar indo pra algum lugar ficou ainda mais forte.
Eu sinto que houve um terceiro sonho, mas não consigo me lembrar...
Hum, acho que já passou da hora também de eu criar vergonha na cara e deixar um bloco de anotações do lado da cama pra anotar os sonhos na hora que eu acordar, hehe...