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LinkOxum - CEJVJul 2, '08 12:41 AM
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Link: http://www.cejv.com.br/orixas_oxum.asp

Achado da Carol! Informações e imagens de vários orixás, mas postei esse direto pra puxar sardinha mesmo, hehe...

Blog EntryTão pensando que é só a galera grega, é???Jun 6, '08 1:34 PM
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Eu tava aqui tristinha achando que não ia achar nada legal de mamãe Oxum no Flickr tbm... Ledo engano!
 
Estátua de mamãe africana em Ipanema, Porto Alegre, RS.



Blog EntryAtualizando...Mar 11, '08 8:58 PM
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Há tanto que eu queria dizer por aqui e não disse... Mas agora tenho a mão amiga do tempo e a mente tranqüila para contar os últimos acontecimentos. Como ficou enorme, coloquei subtítulos claros pra vocês podem ir ler direto o que mais interessar... Mas quem tiver paciência de ler tudo vai perceber mais associações que os outros, hehe...

  

SOBRE DATAS DE FAMÍLIA

Houve mais uma tarde deliciosa no Viver Alternativo da qual não falei. Dessa vez não tão intimista, já que foi muito mais gente; mas foram possíveis muito mais trocas. Reencontrei pessoas que admiro e conheci gente nova. Aprendi mais sobre druidismo, que acho lindo; mais cálculos de arcanos; pude dar um novo sentido às datas importantes pra mim e pra minha família; participei de uma vivência com música que me fez perceber o óbvio: que não pode haver espiritualidade pra mim sem trabalhar com corpo e música. Faz tão parte de mim, como simplesmente ainda não tinha percebido que não poderiam ficar de fora da minha busca?

 

Sobre as datas... Sobre o ressurgimento e a ressignificação de tradições... Percebi como tinha avó materna tinha feito isso e como eu estava deixando de dar a devida importância ao que é tão fundamental para ela. Sua família, grande, de jeitão italiano, com mulheres fortes e dezenas de primos colados uns nos outros, costumava se reunir nos Natais na casa de seu irmão, meu tio-avô. Pessoas foram parando de ir, enquanto novas chegavam: as famílias de meu e minha mãe se uniram duas vezes, pelo casamento deles e de uma sobrinha de meu pai com um primo de minha mãe, fazendo com que minha família paterna também passasse a freqüentar essas festas. Com o passar do tempo e os casamentos e compromissos dos mais novos, a quantidade de pessoas começou a diminuir. Com o divórcio causado por um relacionamento extra-conjugal de um dos filhos do tio-avô, a família foi dividida pela polêmica. Mais pra frente, um tio de minha avó causou uma grande briga entre meu pai e minha mãe e o irmão de minha mãe. Nessa época, com as festas de Natal já minguadas e sem a possibilidade de reunir familiares brigados na mesma mesa, deixamos definitivamente de freqüentar as festas.

 

Foi então que minha avó começou a montar grandes presépios em seu apartamento. Ela sempre gostou muito de trabalhos manuais e decoração, sempre quem vinha nos pressionar a arrumar a casa para o Natal, mas nunca a vi fazer nada como aquilo. Fechou metade da sala para o presépio. Com o passar dos anos, foi juntando e confeccionando mais e mais artigos de Natal e Papais Noéis, que espalha por toda a casa, e o presépio gigante foi transferido para um dos quartos, para que quem viesse visitá-la pudesse ficar à vontade na sala. A fama da decoração de Natal e do presépio gigante se espalhou, e hoje em dia a cada Natal minha avó convidada cada núcleo da família a visitar sua casa para ver sua obra. Da família que antes se reunia toda sob o mesmo teto em um só dia, grande parte agora passa por debaixo de outro teto espalhando-se por todo o mês de dezembro, sem se encontrar, mas deixando sua energia no mesmo local. É a peregrinação ao presépio de Dona Ida.

 

Posteriormente, relações se reestabeleceram, como a de minha mãe e seu irmão, e outras se quebraram, com o divórcio de meu primo materno com minha prima paterna. A reunião antiga nunca voltou a ser mesma, mas aparece transformada na figura de uma nova anfitriã.

 

 

 

Sobre onde eu descobri o que é se sentir uma deusa

Planejei este ano deixar um pouco de lado o grupo escoteiro pra fazer alguns cursos que cairiam nos fins de semana. De qualquer maneira, estava um pouco desanimada com o trabalho no escotismo, assombrada pelo monstro do tempo e pelo fantasma da minha timidez, e também cansada do longo trajeto até o grupo (entrei de cara num grupo que fica do outro lado de São Paulo, e apesar de existirem grupos mais perto de casa, acabei me encantando com esse e pegando amor ao lenço). Chegou 2008, um dos cursos que eu queria fazer não existe mais, e o outro me tomará apenas um mês e meio, me tirando qualquer desculpa para me afastar do grupo. Pra completar, o treinamento de chefes desse ano, chamado Indaba, foi feito na cidade de Socorro (que por algum motivo eu adoro), num hotel com esportes radicais e todas as despesas pagas pelo grupo. Conviver com aquela gente é muito bom, e passar pelo treinamento sempre dá uma carga extra de ânimo. Receber de mão beijada a oportunidade de estar no meio da Natureza num lugar como aquele, então... Nem se fala.

 

Como tenho hérnia de disco, não pude fazer tudo o que eu queria, como o arvorismo e o rapel. Fiz uma tirolesa de 1km, e apesar do meu escândalo antes de pular, quando terminou tudo o que eu queria era voar novamente sobre o vale as árvores.

 

E fiz bóia-cross. Há tanto tempo não entrava num rio! Tive medo de não aproveitar a beleza de tudo, já que precisei tirar os óculos e não tinha levado as lentes de contato (tenho uns 4,5 de miopia). Mas de uma foram inexplicável, no meio daquilo tudo, eu consegui enxergar e sentir a beleza daquilo tudo de uma forma que me deixou boquiaberta. Pedi licença e me senti honrada ao entrar na água. Ok, eu tinha as partes mais sensíveis do corpo protegidas por neoprene, mas não precisam contar pra ninguém que eu sou covarde pra água gelada, ta? Afinal, se não tivesse o neoprene eu iria do mesmo jeito. No começo dei risada com as pessoas se atrapalhando no remanso, senti frio na barriga nas corredeiras, ri mais ainda com as pessoas caindo e acabei caindo por causa disso... Me diverti como nunca. E ainda fomos abençoados pela chuva que caiu em parte do curso do rio.

 

No fim, no remanso mais longo, acabei ficando mais isolada e pude admirar embasbacada e em silêncio a água marrom misturada à terra, o sol aparecendo por trás das folhagens das plantas altas das margens, as grandes flores brancas do caminho,a luz refletindo nas gostas de água... Não estou acostumada a me sentir bem em silêncio. Naquele momento, eu me senti. E descobri também naquele momento como é se sentir uma deusa.

 

(Essa foto é realmente do rio onde estive)

 

 

GRUPO DE TAROT

Pensei que este seria mais um mês em que ficaria só na vontade de ir no Grupo de Estudos de Tarot. Pelas minhas contas, cairia no dia seguinte à festa de 15 anos da minha irmã, na qual ficarei acordada provavelmente até umas 6h da manhã. Não ia rolar. Fora isso, não estava entendo o meu O Mago de meia lunação (já que eu pretendia tirar outro arcano na Lua Nova). No fim, o grupo foi em outro domingo, fiquei sabendo dias antes, e consegui ir. Chegando ao Ibirapuera eu nem acreditava que estava lá. Levei o Tobby comigo pra passear um pouco e conhecer as pessoas. E também porque ninguém me conhece completamente sem conhecer o Tobby.

 

Eu tinha uma palestra sobre astrologia pra ir mais tarde, teria que sair mais cedo do grupo pra isso, mas senti que deveria ficar lá, e fiquei. Que delícia conhecer gente cujas idéias me fazem pensar tanto! Dar forma a rostos cujos traços eu já conhecia, mas que cara a cara parecem tão diferentes! Dar vozes às palavras que tantas vezes ressoam em minha mente!

 

O Tobby, blasé como (quase) sempre ficou quieto o grupo inteiro e ignorou chamados ou cheirou pés quando bem entendeu. Mas ficou deitado escorado na Cássia e lambeu os calcanhares dela. Além, é claro, de comer das comidinhas deliciosas que as pessoas levaram.

 

Acabei percebendo o quanto estava cega em relação ao meu Mago. Conheci novos caminhos – fui a um centro de Umbanda – por curiosidade, gosto e necessidade durante sua regência, e tive disso sensações boas e ruins. As ruins, no caso, não me amedrontaram, só me fizeram querer ir atrás pra saber o que tinha acontecido. Eu não tinha percebido que O Mago poderia estar indicando que esse caminho que comecei a conhecer poderia ser o meu.

 

Conheci também uma pessoa que em pouco tempo eu senti que conhecia por toda a vida. Essa pessoa me chamou pra ir ao seu centro de Umbanda. Essa pessoa também tirou pra mim o meu arcano dessa lunação: A Lua. O desconhecido me espera.

 

UMA ANCESTRALIDADE PRA ALÉM DO SANGUE

Decidi ir ao centro da Carol, e a Paula nos deu carona. Paramos primeiro num ponto pra que minha mãe fosse buscar o Tobby. Por ser preocupada demais, minha mãe geralmente me dá uma baita bronca e coloca mil empecilhos quando vou a um lugar que não estava nos planos dela, ou onde ela não conhece ninguém. Dessa vez, ela não disse nada. Quem conhece minha mãe sabe que esse é um grande sinal.

 

Já no centro, passei no meio da gira pra ir ao banheiro e pra Carol se trocar. Naquele caminho curto algo tão forte me tomou que foi difícil segurar até a porta do banheiro. Mal abri a porta e entrei, caí no choro. Um choro emocionado e difícil de controlar. Um choro sem nenhuma tristeza. Um choro que não vinha de mim, e ao mesmo tempo saía do fundo do meu coração. Carol me olhou me disse o que há tanto tempo me pergunto olhando pra imagem de mulher grávida que eu mesma fiz há anos atrás e que hoje é a figura central do meu altar. Ela me disse quem é minha Mãe, e de repente, mesmo sem conhecê-La, tudo fez sentido.

 

“Vem se encontrar!”

 

Assisti ao resto da abertura dos trabalhos me sentindo assistindo a uma festa à qual tive a grande honra de ser convidada. Bati palmas e balancei o corpo no ritmo das músicas e quis cantar o que eu não sabia. Olhei maravilhada pra todas aquelas manifestações. Comecei a me sentir em casa.  Na música dEla, mais lágrimas brotaram dos meus olhos como uma cachoeira.

 

Conversei com uma entidade que eu quis abraçar todo o tempo, e que me disse de um jeito tão delicado tanta coisa que eu precisava ouvir. Posso agüentar apanhar depois, mas preciso me sentir acolhida. E eu me senti assim.

 

Terminei a noite comendo e conversando com gente que eu tinha acabado de conhecer e com quem eu me sentia muito mais à vontade do que com grupos que conheço há mais de ano. Percebi ali que tinha perdido uma das pulseiras de ouro que enfeitavam meu braço. Pensei que talvez os elementais da terra tenham gostado dela e a guardado. Ou então mais alguém que goste de ouro...

 

Em casa, procurei saber quem era Ela, apesar de já senti-La. Li o que pude encontrar, vi o que pude ver, e mesmo sabendo que esse conhecimento é quase nada, é como se eu soubesse exatamente quem Ela é, é como se eu estivesse em seu colo. Meu peito se encheu de alegria e de orgulho, e repeti por muitas vezes de quem eu era filha. Fez tanto sentido que só pode ser verdade.

 

No dia seguinte, acordei bem disposta como não me sinto há anos. Eu não me lembrava mais que era possível se sentir assim. Todo o peso da minha alma havia desaparecido, e eu podia fazer o que quisesse. O tempo era novamente meu amigo, e era (sem desmerecer todas as bênçãos recebidas e todos os bons momentos vividos até então) como se minha vida tivesse acabado de começar. E como se eu tivesse descoberto uma ancestralidade pra além do meu sangue.

 

ASSOCIAÇÕES E SINAIS

Mais tarde, fiz associações que talvez depois alguém me avise que estão erradas, mas que por hora fazem muito sentido. Perguntei no centro se Ela era também Nossa Senhora da Conceição, por ouvir esse nome numa música. Não, não era, era Nossa Senhora Aparecida. Porém, alguns sites dizem que em algumas regiões do Brasil ela é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição, então, alguma coisa de Conceição ela deve ter. A mesma Conceição que deu origem à Nossa Senhora da Escada, cuja origem em Portugal ficava às margens de um rio. A mesma Senhora da Escada que está no centro do altar da igreja onde fui visitar São Longuinho duas vezes por ele e São Francisco terem trazido de volta o Tobby. O único lugar nesse mundo onde senti a necessidade de chorar lágrimas de cachoeira além do centro. O lugar onde encontrei também a Rosa Mística, que me acompanhou toda a adolescência e enfeita meu altar, e que em uma de suas aparições, na Itália, se apresentou como a Imaculada Conceição.

 

Portugal e Itália, de onde vieram meus ancestrais de sangue.

 

Um dos sites que vi dá uma lista de plantas que pertencem a ela, sendo que uma delas é o Ype Amarelo. O ype amarelo em frente ao qual o Tobby foi encontrado, o ype amarelo que dava nome à casa da única pessoa que abriu a janela quando eu gritava por ele desesperada pela rua.

 

E no dia seguinte ao que enfim descubro de quem sou filha, uma amiga querida e distante me presenteia dizendo que sente uma emoção inexplicável por mim, e que mesmo sem nunca ter me visto, me sente como sua filha. E com isso meu dia já maravilhoso se torna perfeito.

 

 

O que dizem sobre Ela:

http://www.rosanevolpatto.trd.br/deusaoxum.htm

http://guardioesdaluz.sites.uol.com.br/oxumafro.htm

http://www.mulhernatural.hpg.ig.com.br/trablux/oxum.htm

http://www.terreirodeyansa.hpg.ig.com.br/orixa/oxum.htm

http://www.thaliatook.com/AMGG/oshun.html

 

 

Onde fazer esportes radicais:

http://www.parquedossonhos.com.br/novo/default.asp

 


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