Thais' posts with tag: feminino
http://www.miriamsalles.info/wp/?p=163 O dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, comemora os direitos civis alcançados pelas mulheres e serve para nos lembrarmos daquelas que lutaram para assegurar um vida justa e digna para todas nós. Uma das versões sobre a escolha dessa data, a mais difundida, conta que operárias norte-americanas entraram em greve e em 8 de março de 1857 foram trancadas na fábrica onde trabalhavam, a Triangle Shirtwaist Company, e morreram queimadas em um incêndio provocado pelos patrões. Outra versão refere-se a uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida nesse dia do ano de 1857. Na verdade a origem do Dia Internacional da Mulher está ligado a uma resolução adotada pela II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague em 1910. Para Eva Alterman Blay, coordenadora Científica do NEMGE (Núcleo de estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero) da USP: “Na década de 60, o 8 de Março foi sendo constantemente escolhido como o dia comemorativo da mulher e se consagrou nas décadas seguintes. Certamente esta escolha não ocorreu em conseqüência do incêndio na Triangle, embora este fato tenha se somado à sucessão de enormes problemas das trabalhadoras em seus locais de trabalho, na vida sindical e nas perseguições decorrentes de justas reivindicações.” Para saber mais: Estudiosos da história de luta das mulheres questionam origem do 8 de março http://www.piratininga.org.br/2006/83-8demarco.html O Dia da Mulher nasceu das mulheres socialistas (texto de Vito Giannotti) http://www.piratininga.org.br/memoria/mulheres-vito.html O progresso das mulheres no Brasil http://www.mulheresnobrasil.org.br/interno.asp?canal=sobreprojeto&id=sobreprojeto
Infelizmente, eu não tenho essa música em mp3, não vou conseguir baixá-la agora e não sei passar do CD pra mp3. Quem puder, procure e baixe essa música. Vale a pena. Por algum motivo, ouvir e dançar essa música me faz sentir mais feminina do que em qualquer outro momento da vida. E quando faço isso, nunca sinto que estou sozinha. A letra e a expressão "ae ae amayanga, bereketou, iamayanga" são da Daniela Mercury e a tradução em Iorubá é de Angélique Kidjo. As duas cantam a música. Eu não tenho nenhuma intimidade e não sei quase nada sobre os Orixás, mas gosto de ouvir o som do nome deles. Isso me toca de alguma maneira. Por algum motivo inexplicável. DARA
eu vi mulheres comuns virando rainhas eu vi um povo inteiro perseguindo a poesia eu vi a rua bela, bela como elas enfeitadas de nanãs, iansãs e oxuns e iemanjás
mori omon kekere towa dje olorio mori awon arugbo to n'fe kowi mori obinrin to dara kpelou onan to dara monfe ri inanan, iiyansan, ioshun, yemandja
branca, balança suas ancas branca, da cintura bem-feita deita, deita e me encanta entre congos e sambas e sambas e congos congos e sambas
preta, preta, preta, preta desfile sua nobreza, mostre sua beleza se enfeite que a rua se enfeita
branca, wa djo foun mi o mm branca, dje kiri idjore o wadjo, wadjo, wa korin o entre congos e sambas e sambas e congos e congos e sambas
preta, preta, preta, preta desfile sua nobreza, mostre sua beleza se enfeite que a rua se enfeita
eu vi a rua bela, bela como elas enfeitadas de nanãs, iansãs e oxuns e lemanjás
mori obinrin to dara kpelou onan to dara ewadjo foun nanan, iyansan, ioshun, yemandja
ae ae amayanga, bereketou iamayanga
Originalmente postado no Café com Dinamite, depois de um monte de interrogatórios e de um post da Ky sobre os famosos Cadernos de Perguntas. O que uma coisa tem a ver com as outras???
Eu tinha 9 anos. Estava na quarta-série. A Carol, aquela pentelha, ai... Vivia me zoando. Por tudo. Era uma baixinha realmente irritante. E eu, bocózinha, cabeluda, quatro olhos, nerd, cdf... A vítima perfeita. Não ficava simplesmente irritada, ficava magoada. Já tinha até apanhado dela, que devia ter a metade do meu tamanho.
Um belo dia, nunca vou descobrir por quê, ela me deu seu Caderno de Perguntas pra responder. Ué, eu??? Eu não era da patota, eu não era uma escolhida, eu não era popular. Fala sério, ela me odiava!!! Ou Não fiz questionamentos. Botei o caderno na mala e levei pra casa.
Mais tarde, em casa, na hora de responder... Aquela coceirinha na mão... Bem, eu despejei no caderno tudo o que estava entalado por tanto tempo de raiva guardada daquela menina. Eu dei um jeito de falar mal dela em quase todas as perguntas. Não lembro bem o que respondi. Só lembro que na clássica pergunta "Quem é sua melhor amiga?" - que geralmente era respondida com uma lista de nomes, pra não queimar o filme com as possíveis próximas respondedoras, e que invariavelmente incluía o nome da dona do caderno - eu respondi algo como "Você é que não é. Depois de tanto tempo me xingando e zoando comigo, você não ia querer que eu respondesse que era você, né?". E no final, no "Deixe um recado para a dona do caderno", eu deixei um recado dizendo que ela teve o que merecia e que enfim eu tinha me vingado dela. E ainda inclui uma risada malévola: "HA HA HA HA...".
Na manhã seguinte, dia de entregar o caderno, uma novidade me aguardava. Uma mancha estranha na minha calcinha. Há um ano e meio eu enfrentava um monte de médicos e discussões de por quê eu estava me desenvolvendo tão cedo e de com qual altura eu iria ficar; portanto, eu já já imaginava o que era aquilo. Contei pra minha avó, ela me deu um absorvente e fui pro banheiro tentar colocar. Tentei lembrar do que minha mãe (quenaquela hora estava no trabalho) tinha me ensinado, rapidamente e cheia de vergonha, algum tempo antes. "Você tira essa fitinha, gruda ali... Ei, pra que lado vai esse negócio grudento?". A coisa é pra ficar presa no seu corpo, certo? Logo, imaginei que o lado grudento era pra ficar virado pra cima, em contato com a pele. Terminei de me vestir e fui pro colégio.
Entreguei o caderno sem dizer nada. Fiquei de alma lavada. Mal podia esperar para que ela lesse e sentisse o efeito da minha vingança maligna. E se ela continuasse a usar aquele caderno, todas a próximas respondedoras leriam e saberiam quem de fato ela era. HA HA HA HA...
Na saída, minha mãe foi me buscar. O primeiro assunto, a menstruação. Ela disse que iria conferir se eu estava mesmo menstruada assim que chegássemos ao seu consultório (ela é dentista, me levava pro consultório depois do colégio e eu ficava lá com ela até o fim do expediente). O segundo assunto, o Caderno de Perguntas! Contei sobre minha vingança, feliz por estar compartilhando com alguém a minha conquista. "O quê??? Você fez isso no caderno da menina??? Você estragou o caderno dela!!! Ela dá o caderno pra você responder e você faz uma coisa dessas??? Isso não se faz!!!". Bem, se eu não sabia o significado de culpa até aquele dia, naquele exato instante eu descobri qual era. na hora já senti um desespero, um peso na barriga, um bolo no estômago, que eu nunca vou esquecer. Fiquei realmente nervosa.
Chegando ao consultório, mamãe foi conferir a minha menstruação. Não entendeu nada ao encontrar o absorvente virado de cabeça pra baixo, e deu risada da minha explicação. Mas era tão pouco sangue que estava ali, só um corrimentozinho, que ela disse que aquilo não era menstruação. Só no dia seguinte, com o aumento do fluxo, ela pôde afirmar que se tratava de fato da minha menarca. Naquela semana eu tinha lido que um estresse muito grande poderia causar a suspensão do fluxo menstrual. "Tá explicado", pensei eu, "fiquei muito nervosa quando a minha mãe brigou comigo por causa do caderno e parei de menstruar!". Assumi essa explicação como verdadeira até não muito tempo atrás.
E o dia seguinte foi dia também de comprar um caderno novinho em folha e levar de presente pra Carol. Logo que me viu, ela já foi dizendo "Pôxa, Thais, você se vingou, hein?". Não com raiva, nem me zoando. Acho que uma pontada tambgém de peso na consciência por tudo o que ela tinha feito comigo até então. Eu pedi desculpas e entreguei o caderno novo. Alguns dias depois, ela veio me entregar o caderno, com um jeito pensativo, ressabiado. "Dessa vez você não vai zoar?", perguntou. Respondi direitinho, como uma mocinha. Acabamos nos tornando amigas, convivendo pacificamente e atré trocando alguns segredinhos, até que a Carol mudou de colégio.
Coincidentemente, ela foi estudar no colégio da minha prima. Então, pelo menos uma vez por ano nos encontrávamos, nas festas juninas. Por algum tempo ela me reconheceu, nos cumprimentávamos, conversávamos. Até que um ano ela não me reconheceu mais. "Oi, Carol, lembra de mim?". " Não". Esqueceu. Ou fingiu que esqueceu.
Mas dessa história de caderno, vingança e minha primeira menstruação... Eu nunca vou esquecer.
Bom, hoje é a minha colação de grau com solenidade, e amanhã é o meu baile de formatura. Eu estou muito mais ansiosa do que imaginava. Como nessas horas tudo pode dar errado, como a minha experiência diz que nas horas que antecedem as festas sempre ocorrem mil imprevistos, a primeira coisa que fiz hoje quando acordei foi tomar banho de sal grosso, pra me garantir. Funcionou, pelo menos eu não estou nervosa com os imprevistinhos que surgiram até agora. Daqui a pouco, assim que eu terminar de escrever aqui, é hora de acender uma vela no altar pra agradecer por ter chegado até aqui e pedir uma forcinha extra. Eu colocaria incenso e umas essências também, mas no atual grau em que mnha alergia se encontra, acho que não seria uma boa idéia. Já cortei o cabelo e comprei um gel sem cheiro pra arrumá-lo. O corte não ficou tão bom quanto das outras vezes, não ficou tão bom quanto na última vez que cortei com esse cabeleireiro. Tem alguma coisa me incomodando. Mas depois eu acerto isso com o gel, cabelo bem curto não tem tanto drama assim. Também já fiz as unhas, e só faço em manicure em dias especiais. Encontrei a cor perfeita, um tom de vinho maravilhoso, não poderia ter ficado melhor. Comprei também uma base nova pro rosto e um batom cor de vinho, que eu não vou usar forte, mas que segundo o teste de cores que eu fiz numa revista esses dias vai me favorecer bem mais que o meu batonzinho marrom de sempre. Eu tinha esquecido, no meio de tudo isso, de marcar hotelzinho pro meu cachorro, que não fica sozinho em casa porque late demais e os vizinhos reclamam. Liguei pra lá agora, o dono não tinha vaga, mas vai ficar com ele pra quebrar esse galho pra mim. Que bom! mas bom de verdade seria se eu pudesse levar o Tobby comigo nas festas. Queria muito que ele estivesse comigo nesse momento. O vestido da colação é preto, com uma peça de strass bem grande na frente, com um tigre no meio. É bem bonito. Eu estava desesperada por ter que mostrar as pernas, que conitnuam manchadas, e no fim das contas acabei comprando uma legging e decidindo usar o conjunto com meu escarpin (é assim que se escreve) em vez de sandálias. Experimentei na frente do espelho, me pareceu muito bom. O vestido parece frente única e nas costas tem uma tira de tecido que desce do pescoço até a altura do peito, ou seja, com que sutiã eu iria colocar? Mas encontrei o sutiã perfeito, as alças cruzam nas costas e terminam exatamente na altura do decote do vestido, fica uma combinação muito boa de alças (e olha que eu sou bem chata pra alças aparecendo). O vestido do baile começa vinho e vai clareando até chegar num rosinha claro no fim da saia. Ele é quase todo bordado em vinho, prata e rosa, com umas pedrinhas bem diferentes espalhadas no meio de tudo. Vai ser provavelmente o vestido mais bordado da festa. Fiquei meio encanada quando percebi isso pelos comentários das outras meninas sobre seus vestidos, mas depois deixei pra lá. Ele é lindo, é a minha cara, e é isso o que importa. Apesar do rosinha claro no final, ele tem uma cara meio dark, pela quantidade de bordados. Experimentei pela última vez na quarta, estava justo pra cacete, mas quanto mais justo melhor pra segurar os seios (com vestido de festa bem bordado e bem firme dá pra eu usar um sutiã tomara que caia maravilha que eu tenho, mas tem que estar realmente bem firme). Acontece que eu mes esqueci do pequeno detalhe de que estou entrando na TPM e ia ficar inchada por esses dias. Ou seja, não sei se ele vai entrar amanhã. Acho que vou ter que ficar à base de líquidos até lá. As minhas sandálias são as prateadas de sempre, que eu uso em todas as festas chiques. Ainda estão ótimas, e o salto é médio, do jeito que eu gosto. De qualquer maneira, como lá pro fim da festa eu sei que vou estar com dor, porque eu vou dançar o tempo todo, eu comprei um par de havainas pra levar. E eu dei a incrível sorte de encontrar um par de havaianas prateadas na primeira loja em que entrei. Comprei um colar MARAVILHOSO pro baile, da moça que vende bijous na minha faculdade e que se tornou uma grande amiga e conselheira. Escolhi o colar antes mesmo do vestido, até porque eu queria muito usar uma peça comprada dessa mulher, que foi tão importante no meu dia a dia na faculdade. Ele é de prata envelhecida com pedras pretas, e fica mais ou menos em formato de V no colo. É bem diferente, as moças que me alugaram o vestido disseram que é ousado. Minha mãe não quer que eu use ele, porque disse que o meu vestido já é bordado demais pra eu usar um colar tão extravagante. Mas justamente por o vestido sem ber bordado e ter uma cara meio dark é que eu acho que ele tem tudo a ver com o estilo do colar. Não dava pra eu usar um colar pesadão com um vestido todo leve e esvoaçante, né? Enfim, isso vai ser decidido amanhã. Eu quero me sentir maravilhosa, como há muito tempo eu não me sinto. Ganhei muito peso nos anos de faculdade, entrei num efeito sanfona louco, aprendi a me controlar, mas estacionei com 7kg acima do que eu tinha há cinco anos atrás, e com 10kg acima do que eu tinha quando larguei todas as coisas que eu gostava pra fazer cursinho e entrar na faculdade. Ainda não me acostumei com esse corpo, ainda não sei me vestir, não sei me mover. Engraçado, né? Todo esse tempo deveria ter sido duficiente pa eu me acostumar, mas não foi. Então, somando isso ao problema que tive com a pele das pernas, eu raramente me sinto realmente bonita. Hoje e amanhã eu quero me sentir. Queria me sentir por mim mesma, sem competir com ninguém. Mas agora há pouco vi umas fotos novas que uma garota por quem meu namorado teve uma quedinha há algum tempo adicionou. São fotos de book. Bom, não preciso explicar o que senti, né? Só digo que o sentimento de competição que eu queria deixar de lado não vai ficar tão de lado assim. Ainda bem que essa menina não vai estar na festa! Enfim, é hora de eu ir. Torçam por mim, torçam pra esse fim de fase na minha vida ser comemorado como ele merece. A Morte veio me visitar esse mês, eu sabia que ela tinha a ver com isso, mas não sabia que eu sentiria tudo o que senti esses dias. Que a festança desses dois dias esteja à altura dessa visita! Obrigada, queridas...
A idéia desse texto surgiu de uma conferência interestadual entre a Luciana, a Kytanna e eu. Esse é um tema constante desde que eu tenho 9 anos de idade, idade com a qual virei uma mocinha. Desde então eu já meti os pés pelas mãos incontáveis vezes, já nem lembro mais qual foi a última vez em que consegui ficar com as pernas bonitas, mas ganhei um bocado de experiência. Então, resolvi relatar aqui as minhas desventuras em série, a fim de ajudar quem eu puder ajudar, alertar quem eu puder alertar, e angariar algumas dicas de quem tiver o que dizer – e, diante do tema, eu duvido que alguma mulher possa passar calada por aqui! A minha situação é a seguinte: sou muito clara, quase uma branquela azeda, e tenho pêlos muito escuros e grossos, parecidos com os de barba de homem, nas axilas, na virilha (em toda e qualquer parte que se possa chamar de virilha), nas pernas inteiras e nos pés. Uma coisa muito incoerente, já que alguns anos e muitos quilos atrás eu tinha pernas com um formato muito bonito. Custava eu ter a pele bonita também, pra poder exibi-las em paz? Não custava, né? E vamos à minha saga. O texto está comprido, mas como está dividido em tópicos de acordo com a ordem com que fui usando um ou outro método, vocês podem ir direto pro que interessa. Luvas depilatórias Comecei com elas. São lixas finas que você encaixa nas mãos e esfrega em movimentos circulares pela área a ser depilada até os pêlos caírem. O pêlo vai desgastando com o atrito com a luva até se quebrar. Como a lixa faz uma esfoliação na pele, realmente a perna fica bonita. Ainda mais na minha tenra idade de 9 anos, em que os meus pêlos ainda eram finos... Ai, ai... O grande problema desse método é que cansa pra cacete e você precisa ser contorcionista pra depilar direito atrás das coxas, por exemplo. Não é indicado pra quem tem problemas nas costas. E como não tira o pêlo pela raiz, no dia seguinte lá estão as pontinhas aparecendo, exatamente como com a lâmina (que vai ficar por último nessa minha listinha). Pontas aparecendo em pouco tempo por pontas aparecendo em pouco tempo, resolvi ficar com o método mais rápido e logo passei pra lâmina. Porém, com 10 aninhos de idade, com pouca paciência e menos coordenação motora ainda, tirei uns bifes consideráveis da perna. O que nos leva diretamente ao... Depilador elétrico Não, ainda não estou falando dos depiladores com pinças rotatórias. Ainda estou falando daqueles que só raspam os pêlos, parecidos com aquelas maquininhas de raspar cabelo. Vovó intimou mamãe a comprar um pra mim antes que eu acabasse com as pernas mais esburacadas que um queijo suíço ou acabasse tendo uma hemorragia irreversível. Hoje é mais difícil encontrar pra comprar, achei no Submarino com o nome de depiladores de virilha, da área do biquíni ou coisas parecidas, ou então como acessórios em depiladores 3 em 1, desses que você troca a cabeça pra arrancar, raspar ou aparar os pêlos. Na época, comprei um rosinha, da Phillips, com pilhas – que era um saco à parte, porque quando as pilhas gastavam um pouquinho ele já não funcionava tão bem. Hoje, com as pilhas recarregáveis, esse problema seria bem menor. As maravilhas desse aparelhinho eram que dava pra fazer a seco, eliminando a necessidade de se contorcer no chuveiro ou encharcar todo o banheiro, e como as lâminas não entram em contato com a pele, nada de irritações nem de cortes. Dava até pra entrar no mar logo depois da depilação, coisa impensável pra quem se depila com lâmina! Eu, pelo menos, morro de ardência se entro no mar até no dia seguinte ao da depilação. É uma ardição e uma coceira de enlouquecer. Porém, com o tempo, meus pelinhos ficando mais grossos, o que era um trunfo passou a ser um problema: justamente por as lâminas do aparelho não entrarem em contato com a pele, a depilação não é tão rente, e aí ficavam aparecendo aqueles pontinhos pretos que me faziam querer morrer. A perna já não ficava lisinha nunca. E com o aparelho ficando mais velhinho, isso se agravava ainda mais. Voltei à lâmina simples, fiz experiências com cremes depilatórios, clareadores, cera quente... O que nos leva diretamente ao setor de coisas melequentas, não necessariamente para as pernas. Clareadores Aqueles pozinhos que a gente mistura com água oxigenada e deixam os pêlos loirinhos. Na verdade verdadeira, minha primeira experiência nas pernas foi com um desses, mas a coceira foi tanta que fiquei sem querer vê-los pela frente por uns anos. Até que os pêlos da minha barriga já estavam escuros demais pra ficarem sem nenhuma punição. Comecei a clarear. Por um tempo funcionou perfeitamente, até que os pêlos debaixo da área do umbigo começaram a ficar tão escuros e grossos e a crescer tão rápido que dois dias depois de clareá-los eu já estava com uma raiz preta horrorosa na barriga! Onde já se viu uma coisa dessas??? Cremes depilatórios São um saco pra áreas grandes, alem do estrago ser maior se por acaso derem alergia. E nem venham me falar daqueles testezinhos que a gente tem que fazer no antebraço antes de passar porque a alergia pode aparecer depois de você já estar usando o produto por anos. Eu fui ficar alérgica a penicilina com 19 anos de idade, depois de ter tomado antibióticos numa boa a vida toda. Enfim. Passei a usar esses cremes principalmente na barriga e na virilha. Usava na axila também, mas como geralmente eu precisava de algo mais rápido pra colocar uma regata de emergência, na maioria das vezes acabava indo na lâmina mesmo. Como sempre, por um tempo foi muito bom. Na barriga ficava uma belezura. Na virilha não tirava os pêlos muito rente, mas como ficava ali no limite do biquíni, na dobrinha, não tinha tanto problema. Na perna, quando eu usei, além de ser chato também não tirava muito rente, então logo desisti. Até que um belo dia... Bem, o creme que eu usava sempre acabou me causando uma baita queimadura numa área um pouquinho além do que se pode chamar de virilha. Fiquei um dia todo sem poder sentar. Peguei trauma dos tais creminhos. Tentei usar de novo mais pra frente, só na parte da frente da virilha, mas sei lá se mudou a fórmula ou o que aconteceu, já não tirava tão bem os pêlos, muitos ficavam grudados e não saíam. Desisti de vez. Cera quente Geralmente a minha mesada não era suficiente pra ir numa depiladora. Eu tinha que contar com a boa vontade e as sobras do mês de mamãe, o que significa “quase nunca”. E depois de uma fase ela já tinha se esforçado pra comprar o tal aparelhinho elétrico... Tadinha. Fiz algumas vezes quando era mais nova; depois, quando entrei na faculdade pública, uma graninha sobrou, minha mesada aumentou, uma bolsa entrou, eu acabei resolvendo investir e fazer mais vezes no salão. Durava 15 dias, mais 15 pros pêlos desencravarem. Nessa segunda parte do mês, ai de mim se eu ficasse arrepiada... Os pelinhos dentro da pele se eriçavam e me picavam como milhares de agulhas por dentro da pele. Desagradável. Fora as manchas, as marcas... E o não menos desagradável hábito que eu adquiri de ficar tirando esses pêlos, que foi me rendendo marcas e mais marcas. Mas, por quinze dias pelo menos a perna ficava razoavelmente boa – tirando a irritação dos primeiros dias e os pêlos que não saíam e eu tinha que tirar com pinça ou lâmina – então eu achava que valia a pena. Até que um dia, sei lá por qual motivo, a depiladora resolveu usar cera fria nas minhas pernas. Eu morria de medo da dor, mas não achei nada do outro mundo, e já que era mais fácil que cera quente, resolvi tentar em casa. Folhas prontas Se antes eu gastava R$ 25,00 pra perna inteira, agora eu gastava só R$ 10,00. Uma economia e tanto, com praticamente os mesmos resultados. E as folhas prontas de cera fria fazem bem menos sujeira do que aquelas ceras que você tem que colocar nas folhas. Só a encravação de pêlos enchia o saco, e o fato de ter que esperar eles desencravarem e crescerem pra poder depilar de novo. E aí nesses 15 dias meu namorado queria morrer ou me matar, porque eu não deixava ele ver minhas pernas de jeito nenhum. Doía? É claro. Mas dava pra encarar. Com o tempo, acabei resolvendo passar pra outros métodos, pra poder diminuir o tempo de espera entre as depilações. Pedi emprestado um depilador elétrico de pinças rotativas pra uma prima, gostei na primeira vez e fiz um rebuliço aqui em casa até que vovó resolveu nos presentear com um. Mas antes disso, já encerrando o setor de coisas melequentas, vamos falar de algo bem mais simples... Pinça Quando comecei a depilar com cera quente, passei depilar a barriga também, e algumas vezes as axilas. No intervalo entre as depilações, passei a tirar os pelinhos que iam nascendo nas axilas com pinça. Quando passei pras folhas prontas, resolvi começar a fazer isso na barriga também. Acontece que, com qualquer um dos três métodos, os pêlos encravavam e demoravam um tempão pra desencravar. Sendo a barriga e as axilas áreas muito mais facilmente exibíveis do que as pernas, era ainda mais preocupante. Ainda assim, mantive por um tempão. As minhas axilas começaram a escurecer, escurecer... E eu não entendia o motivo. Só fui descobrir que era culpa da pinça tempos depois, quando voltei de vez pra lâmina e as manchas clarearam bastante. Mas isso já é outra história. Depilador elétrico com pinças rotatórias, vulgo Satynelle De primeira, achei uma maravilha. Dói bem mais que a cera, mas arranca pêlos bem mais curtos, diminuindo a agonia daquela espera interminável até que os pêlos crescessem pra cera pegar. Ocorre que, sabe-se lá por que, os pêlos crescem mais rápido. Em uma semana já estavam crescendo, e bem encravados. Depois de algumas vezes, eu não conseguia mais chegar num ponto em que todos os pêlos estivessem livres pra poder depilar e ficar com a perna lisa – se é que isso algum dia foi possível. Eu depilava pra tirar os que estavam livres, esperava os outros desencravarem, e quando eles ficavam livres, os primeiros já tinham voltado a nascer e estavam encravados. Isso associado à vermelhidão e empipocação dos primeiros dias e à minha terrível mania de cutucar a pele pra desencravar os pêlos... Já deu pra imaginar como fiquei, né? A minha perna ficou inteirinha manchada. A vergonha que eu já tinha triplicou. Pra minha mãe o aparelhinho foi uma bênção, e conheço quem tenha se dado muito bem com ele também. Infelizmente, não foi o meu caso. Depilação definitiva a laser Laser, não. Luz pulsada. Esqueci o nome do aparelhinho, mas consiste num bagulho caro pra caramba, com uma ponta de 1 cm2 , que emite uma luz cujo calor é atraído pelas áreas mais pigmentadas – no caso, o pêlo. Tanto que dizem que funciona melhor pra quem tem a pele bem clara e os pêlos escuros – meu caso, olha que maravilha! Não pode estar com o pêlo comprido no dia de fazer, porque aí o calor espalha pela área do pêlo. O correto é estar só com a pontinha aparecendo, pro calor chegar até a raiz e acabar de vez com ela. Sim, ele funciona queimando a raiz do pêlo. Não é por acaso que recomendam que a gente passe uma pomada anestésica antes. A maioria das pessoas não reclama muito de dor, mas com a quantidade de pêlos que eu tinha por cm2 de perna, já dá pra imaginar o que eu senti, certo? Chorei, berrei, arranquei os cabelos. Mas fiz tudo feliz da vida, achando que meu problema estaria resolvido. Trabalhei o verão todo num estágio pra juntar o dinheiro, e minha mãe colocou mais grana em cima, pra eu poder fazer 2 sessões. O recomendado é fazer umas 5 sessões, mas eu não almejava ficar sem pêlos, eu só queria poder ter pêlos numa quantidade e espessura que eu ficasse com a perna lisa quando me depilasse. Ficar com a perna lisa quando me depilo é pedir demais? Não lembro do valor exato, mas foram mais ou menos R$ 2300,00 por duas sessões nas axilas, na virilha, nas pernas inteiras, e ainda ganhei a barriga de brinde. A perna fica irritada e dolorida por uma semana, e pelo mês todo os pêlos vão crescendo até caírem. Não posso dizer que não melhorou. Diminuiu a quantidade de pêlos quase pela metade. Já foi um baita avanço. Mas como eu tinha pêlo quase como barba de português, ainda não foi o suficiente pra poder ficar com a perna lisa quando me depilo. E quase um ano depois, as manchas que ganhei com o Satynelle ainda continuam lá. Tentei tratar, mas demorou tanto sem nenhum resultado que desisti. E ainda tenho mania de tirar pelinhos encravados, o que não ajuda em nada. Usei o Satynelle mais algumas vezes depois do laser, com os mesmos problemas – em menor escala, mas os mesmos. Ressuscitei o depilador rosinha da Phillips (principalmente pra virilha). O motorzinho tinha quebrado, mandei consertar, mas com o tempo começou a dar pau de novo e eu desencanei. E isso nos leva direto até a... Lâmina É barata e depila mais rente. Às vezes é tudo o que eu preciso. Os meus pêlos crescem tão rápido que se eu me depilo de manhã à noite os pontos pretos que ficam já se transformaram em toquinhos de pêlos que sairiam com a lâmina novamente. Cresce tão rápido que eu depilo a axila de manhã e à noite já estou sentindo os pêlos me arranharem debaixo do braço! Mas posso depilar quantas vezes eu quiser, sem ter que esperar crescer. E no caso das axilas, clareou bastante as manchas escuras. A minha coordenação motora melhorou bastante, então já não tiro mais bifes da perna. Já usei os prestobarbas mais simples até aqueles elaborados de molas e o diabo. Tudo vai dando pra levar até a hora que começa a me dar alergia ou irritar demais a pele, aí é hora de trocar. Já usei aquelas espuminhas pra depilar, depois aprendi a usar condicionador e fiquei com ele quase toda a vida. Usei hidratante pra depilar a seco um tempo que precisava me depilar depois da escola no banheiro do consultório da minha mãe antes de ir pras aulas de circo, mas logo começou a irritar demais a pele, e detona a lâmina rapidinho. Já usei sabonete em barra, sabonete líquido e xampu, mas a pele fica mais irritada. Condicionador foi a melhor pedida por muito tempo. A despeito do que todo mundo aconselhava, passei a raspar a barriga também. Em horas já está crescendo de novo, mas pelo menos não tenho que ficar com pelos encravados vermelhos doendo e manchando tudo, nem tenho que esperar eles resolverem sair pra depilar de novo. Raspo a hora que eu quero e pronto. Aprendi que passar a lâmina primeiro no sentido do crescimento do pêlo e depois no sentido contrário deixa a depilação mais rente, e sei lá a razão, irrita menos a pele. Passando condicionador na hora de passar o a lâmina na outra direção também, é claro, pra proteger melhor a pele. No caso da virilha, que assa, fica vermelha e coça demais, acabei resolvendo depilar só no sentido do crescimento dos pêlos. Não fica rente, pra variar, mas dá uma disfarçada e irrita beeeeeeeeeem menos. Eu geralmente entrava no chuveiro, me depilava e depois tomava banho. Nem passava sabonete na perna, mas o que escorria do resto do corpo fazia a pele arder pra caramba. Saindo do banho, pra ardência passar, eu passava hidratante. E logo eu estava lotada de bolinhas vermelhas. Passei pomada de arnica um tempo, em vão. Ou seja: logo depois da depilação, bolinhas vermelhas. Horas depois, cotocos de pêlos pretos. Beleza e maciez, nunca, né? E eu ainda ficava me perguntando por que é que eu me sujeitava à tanta ardência, e sem nem entrar no mar. Há poucos dias descobri que tomando banho primeiro e me depilando depois a perna não arde, porque eu evito que caia sabão em cima – gênio! E acatando de vez o conselho de todas as revistas femininas e evitando passar hidratante depois da depilação, eu diminuo drasticamente a quantidade de bolinhas vermelhas – einstein! E já que eu resolvi assumir de vez a lâmina na minha vida, resolvi tentar encontrar outro produto além do condicionador que permita uma depilação sem irritar tanto a pele, mas mais rente. A tal espuminha pra depilar eu não uso mais porque só existe de uma marca testada em animais, que eu evito usar. Fui atrás de creme pra barbear. Um horror, a lâmina não desliza direito, não fica nada rente, o cheiro fica impregnado e é um inferno pra limpar entre os vãozinhos das lâminas. Bom que só depois de constatar isso pessoalmente foi que eu resolvi perguntar pro meu irmão a diferença entre o creme e a espuma de barbear. Ele falou maravilhas da segunda. Permite raspagem rente e sai facinho da lâmina. Só resta saber se vai irritar minha pele. Mas isso vou testar amanhã de manhã. E continuo tendo esperanças que um dia as manchas saiam... Tentei tomar um solzinho pra disfarçar nesse Carnaval, mas não foi o suficiente. É isso, meninas (e meninos, a leitura e permitida para todos). Por favor, compartilhem suas preciosas experiências comigo! Qualquer manifestação de solidariedade é bem vinda. E se você souber algo que não sei... Quem sabe não é você quem vai dar a dica que vai salvar as minhas pernocas?
Não é fácil se livrar assim do peso de tanto tempo. Nem sei bem se é o caso de se livrar, acho que é mais uma questão de saber lidar. Foram milhares de anos com papéis rigorosamente estipulados. Ou você era a santa, ou você era a puta. Cada uma com a sua função. Claro que as variações eram permitidas, mas ou permaneciam em sigilo, ou te marcavam pelo resto da vida. Mais tarde, as coisas começaram a mudar. A santa de casa começou a trabalhar fora, a princípio pra cumprir seu papel de cuidadora do lar enquanto o marido estava na guerra ou quando já não dava mais pra contar com a grana só de um. Depois, como objetivo de vida. Já que o trabalho em casa virou prisão, foi-se buscar a liberdade fora. E agora o legal era trabalhar, estudar, ser moderna, fazer sua própria vida, não depender de homem pra nada. Mas, é óbvio, não foi um rompimento. Foi uma mistura, uma confusão enorme que virou sobrecarga. Mais do que uma inversão de papéis: um acúmulo de funções. Os homens também sofreram em todo esse caminho. Manter a dominação não é nada fácil – sinceramente, sem ironias. Eles também precisavam se encaixar. E com a mudança das coisas, também acumularam coisa demais, também estão vivendo num rodamoinho de obrigações. Porém, como eu sou mulher, é só do peso que eu carrego que eu consigo falar com alguma verdade. Agora você tem-que ter uma carreira. Tem-que se dar bem nos estudos. Tem-que saber se manter bonita, mas também tem-que não ser fútil. Você tem-que se virar sozinha, tem-que deixar os homens em segundo plano. Mas também tem-que arranjar namorado e marido. Mas também tem-que ser liberal, liberada. Mas também tem-que se dar ao respeito. Você tem-que ser antenada, tem-que saber de política, e tem-que saber decorar seu corpo e sua casa. Você tem-que trabalhar fora, estar no mercado, e também tem-que ser uma mãe moderna, tem-que educar direito e sem traumas seus filhos, e tem-que fazer pratos fantásticos e sofisticados e tem-que saber organizar uma festa. Tem-que fazer mestrado, doutorado, MBA, escova progressiva, drenagem linfática e pilates. Tem-que curtir música cabeça, ter samba no pé e saber dançar tango. Tem-que pensar nos seus interesses, e tem-que fazer aula de strip e de pompoarismo. Tem-que fazer auto-exame, papanicolau e ainda tem-que usar fio-dental. E claro, como não poderia deixar de ser: tem-que fazer trabalho voluntário. É como disse a minha analista: mulher não tem-que nada. Mulher pode desejar.
(Recebido por e-mail em forma de PPS) Durante anos, dezenas de artigos que estudavam as causas do câncer de mama indicavam a má alimentação e a a falta de exercícios como os principais culpados da enfermidade que tem levado à morte grande número de mulheres. Estes estudos teriam sido corretos se não fossem os casos de mulheres como Linda McCartney, vegetarianas totais e amantes do exercício que também foram vítimas do cáncer de mama.
Talvez o artigo mais convincente que tenha lído sobre o assunto seja o que relaciona o câncer de mama com o uso do sutiã. Em 'Bra and Breast Cancer Study' (Estudo de cáncer de mama e sutiã), dos Estados Unidos, descobriu-se que as mulheres com câncer de mama tinham antecedentes de uso de sutiãs mais apertados e por mais tempo que as mulheres que não haviam desenvolvido a doença. De fato, todas as mulheres com câncer usavam sutiã por mais de 12 horas diarias. Quando uma mulher usa um sutiã apertado, seus seios se comprimem e fecham as passagens do seio aos nódulos linfáticos, o que provoca o acúmulo de líquidos, amolecimento do tecido e a formacão de cistos. Como nosso corpo elimina as toxinas através das vías linfáticas, um seio comprimido por um sutiã apertado não pode realizar este processo de limpeza, o que provoca acúmulo de toxinas nos seios.
Os sutiãs também fazem com que os seios tornem-se mais débeis e caídos, porque o seio se torna dependente do suporte artificial do sutiã e o corpo perde sua habilidade de sustentar o seio sozinho. Esta é a razão pela qual muitas mulheres se sentem incomodadas sem o sutiã. Então, qual a solucão para o cáncer de mama? NÃO USE SUTIÃ APERTADO! E, de preferência, durma sem sutiã. Existe um período de tempo de recuperacão da enfermidade do seio fibrocístico: de dez días a duas semanas sem usar sutiã. Muitas mulheres têm deixado o sutiã e percebido uma melhora milagrosa em sua saúde! Devemos fazer que outras mulheres saibam dos perigos de usar sutiã. A queima de sutiãs já não é um ato feminista: agora é uma batalha entre a vida e a morte.
Pablo Camacho Ferman G I N E C O L O G O Laguna de Hormigas 1107 San Felipe Quinta Etapa Chihuahua 31240 Chih - México (614) 413-3351- (614) 414-3177 - (614) 427-0764
 Era janeiro, e minha mãe estava viajando. Aliás, não só ela, como toda a família. Época perfeita pra cortar o cabelo e dar tempo de acostumar com a nova cara antes de escutar opiniões alheias. Miriam, todo dia no Sesc, falando na vontade de tosar as madeixas. E a vontade crescendo... Marquei pra dali a uma semana. Mamys e vovys voltariam só em 15 dias, tempo perfeito. Acontece que um tal de Leando Lopes ia fazer aniversário dia 20, obrigando a família toda a voltar uma semana antes pra levar a Tamara numa festa organizada pelas fãs. Quando soube, liguei correndo pro salão e antecipei o corte. Um dia antes de cortar, na hora do almoço do Sesc Verão, fui pra revistaria, como sempre. Acho que era uma Cláudia, não tenho certeza. Uma reportagem curta sobre numerologia pra cortar cabelos. Casava-se a data de nascimento com a data do corte. 08/11/1985 e 17/01/2007. 10 possibilidades de resultados, somente duas favoráveis. A minha: "vá em frente e faça o corte que vai marcar a nova fase de sua vida". Virando a página, exatamente no verso: "Cabelos Curtíssimos", crônica de Xico Sá. Deu no que deu.
|  | Pra nunca mais ter vontade de deixar o cabelo crescer. |
| Start: | Aug 14, '07 7:00p | | Location: | auditório da Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos |
Palestra de Ramy Arany sobre o livro Eternamente Ísis.
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