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Documentário Não Matarás - parte 1 de 7

Eu recomendo o documentário inteiro, mas pra quem quiser ver só os meus ratos, aparecemos aos 8min e 38s.


Import.flv (23.0 MB)

Photo AlbumMeus ratos (20 photos)Jun 11, '08 10:57 PM
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Esses são os anjinhos que foram responsáveis por grande parte do que sou hoje. Eles estiveram comigo de 2004 a 2007.

Blog EntryFrases do meu calendário de gatosJun 9, '08 5:53 PM
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Frases do calendário de 2008 do Projeto Bicho no Parque, que enfeita minha escrivaninha. Esse projeto é uma ong que patrocina a castração, vacinação, outros cuidados de saúde e o encaminhamento para adoção de gatos e eventuais cães abandonados em parques da cidade de São Paulo. O calendário é ilustrado por fotos de gatos resgatados e cuidados pelo projeto e tem também algumas frases muito interessantes. Aqui vão elas:

"O menor dos felinos é uma obra-prima."
(Leonardo da Vinci)

"Onde quer que você vá, vá com todo o coração."
(Confúcio)

"Um gato preto cruzando o seu caminho significa que... o animal está indo a algum lugar."
(Groucho Marx)

"Enquanto um homem não tiver amado um animal, uma parte de sua alma permanecerá adormecida."
(Anatole France)

"Já estudei muitos filósofos e muitos gatos. A sabedoria dos gatos é infinitamente superior."
(Hippolyte Taine)

"Existem duas maneiras de nos refugiarmos das misérias da vida: música e gatos."
(Dr. Albert Schweitzer)

"Sê a mudança que queres ver no mundo."
(Mahatma Gandhi)

"É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos."
(Antoine de Saint-Exupéry)

"Entre a brutalidade para com os animais e a crueldade para co o homem, há uma só diferença: a vítima."
(Alphonse de Lamartine)

"Uma pequena ajuda é melhor do que muita pena."
(Provérbio Celta)

"Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama"
(Fernando Pessoa)

"Se você for merecedor de sua afeição, um gato será seu amigo, mas nunca seu escravo."
(Theophile Gautier)

"Todos os animais, com exceção do homem, sabem que o objetivo da vida é usufruí-la."
(Samuel Butler)
[Minha preferida!!!]

"Lá em casa tinha um gato
tão preguiçoso que só fazia mi
e esperava o cachorro fazer au."
(Rui Werneck de Capistrano)

"Minha doutrina é esta: se nós vemos coisas erradas ou crueldades que temos o poder de evitar, e nada fazemos, nós somos coniventes."
(Anna Sewell)

"Ninguém cometeu maior erro do que aquele que não fez nada porque podia fazer apenas um pouco."
(Edmund Burke)

"Os fatos foram colocados no mundo pra acabar com o dogma de que todas as coisas foram criadas para servir o homem."
(Paul Gray)

"A questão não é `Eles podem raciocinar?` e nem `Eles podem falar?`, mas sim `Eles podem sofrer?`"
(Jeremy Bentham)

"Se um homem pudesse ser cruzado com um gato, melhoraria o homem, mas deterioraria o gato."
(Mark Twain)

"Tome partido. Neutralidade ajuda o opressor, nunca a vítima. Silêncio encoraja o torturador, nunca o torturado."
(Elie Wiesel)

"Existem duas maneiras de ver a vida: como se nada fosse um milagre, ou como se tudo fosse um milagre."
(Albert Einstein)

"Possua um coração que nunca endurece, um temperamento que nunca pressiona, e um toque que nunca magoa."
(Charles Dickens)

"Gato preto, pressago,
Surgindo inesperado
Das esquinas da superstição."
(Millôr Fernandes)

"A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pelo modo como seus animais são tratados."
(Mahatma Gandhi)

"Não temos em nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos nossas mãos."
(Friedrich von Schiller)


Para saber mais sobre a ong:
http://www.bichonoparque.com.br

Blog EntrySobre ratosMay 31, '08 12:49 AM
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QUEM NÃO TIVER PACIÊNCIA PRA PARTE “CIENTÍFICA” DA COISA E GOSTAR DE BICHOS, POR FAVOR, PULE DIRETO PARA A PARTE OS MEUS RATOS.

 

No ano do rato, eu estou devendo esse post há um tempão. Fiquei pensando em coletar mais dados interessantes sobre a história desse animal como um ser relevante para o ser humano, em traduzir alguns textos e vídeos, e isso tudo me dava uma preguiça fenomenal. Então resolvi escrever sobre o que sei, sobre só o que está na minha cabeça, e escrever, principalmente, sobre as minhas experiências e sobre os ratos que mudaram a minha vida.

Nas grandes cidades existem três espécies de roedores consideradas pragas urbanas: o Rattus novergicus, que é o rato de esgoto ou a popular ratazana, o maior de todos; o Rattus rattus, o rato de telhado; e o Mus musculus, o camundongo. Não me comprometo a ter escrito nenhum desses nomes científicos de maneira correta, mas se vocês forem dar uma pesquisada por aí, verão que no máximo errei por uma letra. É do Rattus novergicus que vou falar, a popular ratazana.

Um rato adulto dificilmente tem menos do que 15cm de comprimento, mais um rabo do mesmo tamanho. Possuem semelhanças incríveis com o ser humano, incluindo a alimentação onívora, as espécies de parasitas e o número de cinco dedos nas patas. As patas dianteiras têm polegares opositores, e eles seguram o alimento entre essas mãozinhas para comer.

Os ratos têm hábitos noturnos, e são excelentes escaladores e saltadores, mais uma vez assemelhando-se aos primatas. O rabo tem a função de ajudar no equilíbrio, e é muitíssimo vascularizado. Uma das maneiras mais comuns de se retirar sangue de ratos para algum tipo de exame é fazendo um pequeno corte na ponta do rabo.

Os ratos são animais extremamente sociais e gregários, ao contrário de hamsters e camundongos. Posso dizer com segurança que, de todos os roedores comercializados como animais de estimação, os ratos são os mais dóceis e sociáveis – apesar de serem os menos populares no Brasil. É altamente recomendável mantê-los pelo menos em pares, que podem ser do mesmo sexo, e a aproximação de adultos estranhos resulta em sucesso na grande maioria dos casos, sendo que já passei por experiências em que não precisei de cuidado nenhum para tal aproximação.

Praticam o grooming ou catação com outros membros da colônia. Já viram macacos “catando piolhinho” uns nos outros? É isso. Os ratos fazem exatamente a mesma coisa, usando as patas dianteiras ou ainda a língua, realizando um ato de cuidado e limpeza do parceiro com a função de vinculação social.

O comportamento de autolimpeza é muito freqüente e um dos mais sensíveis às condições de estresse. Em situações ameaçadoras, a autolimpeza por aparecer como um comportamento deslocado com uma função calmante, e em situações altamente estressantes – como privação de água ou comida – esse comportamento pode diminuir drasticamente. Esse comportamento é tão bem estabelecido e importante para esses animais que indivíduos que tiveram as patas dianteiras amputadas quando filhotes, antes mesmo de poderem aprender as conseqüências positivas da autolimpeza, exibiram durante toda a vida movimentos nos “tocos” de patas claramente característicos da autolimpeza (uma pesquisa antiga, cujo autor eu vou amaldiçoar sempre, mas o dado é interessante).

Na “natureza”, eles vivem em grandes colônias com hierarquia bem definida. Uma dos comportamentos que considero mais interessantes – e o motivo pelo qual os venenos comumente utilizados não acabam com as colônias – é a capacidade de associar o odor vindo da boca de um rato morto à causa de sua morte. Quando o rato que ingeriu algum tipo de veneno morre na colônia, os outros não comerão nada que encontrarem que contenha o mesmo odor.

Ratos tem neofobia – medo do novo, literalmente. São grandes exploradores quando criados em colônias e, principalmente, quando estão acompanhados de seus parceiros, situação em que a vigilância aumenta e o risco de predação é menor. Porém, ser colocado num ambiente completamente novo é uma situação geralmente bastante estressante. Eles também têm medo de lugares abertos, preferindo se locomover por cantos e ambientes menores onde haja algo que se assemelhe a trilhas e caminhos.

A gestação dura 21 dias, e a fase de amamentação também. Eles nascem sem pêlos e com os olhos fechados. Logo após o nascimento, a mãe estimula o abdômen dos filhotes com a língua: sem esse estímulo, as bexigas dos animais não funcionam e eles morrem rapidamente (dado super relevante, mas fruto de mais uma pesquisa idiota). A maturação sexual se dá por volta dos 3 meses de idade e o tamanho adulto é atingido por volta dos 6 meses. Em média, um rato deve viver 2 anos.

A maioria das pesquisas científicas em animais é feita com ratos ou camundongos. Ratos são muito utilizados para estudos dos efeitos comportamentais de medicamentos em seres humanos e também para estudos de fisiologia. Camundongos são bastante utilizados para pesquisas genéticas. Foram desenvolvidas diversas variações genéticas de ambas as espécies para facilitar os diferentes tipos de estudos. Há uma tendência mundial em cuidar cada vez mais da ética e do bem-estar desses animais tanto nas pesquisas quanto na sua criação nos biotérios. No Brasil, a tendência ainda é se preocupar em primeiro lugar com a questão da higiene, em segundo com a questão da analgesia e da eutanásia (que nem sempre são adequadas, principalmente esta última), e em último lugar com as necessidades comportamentais e sociais (principalmente dos ratos), que são as mais importantes para o bem-estar dos animais na maior parte do tempo que passam nos biotérios. Vale lembrar que, por mim, todas as pesquisas seriam abolidas neste exato instante – e digo isso com o olhar de quem já vivenciou parte desse mundo.

 

OS MEUS RATOS

Tive cinco ratos de estimação: Salomão, Almeida, Chico, João e Lester. Depois tive camundongos, que crio até agora, mas não é deles que vou falar. Salomão (adotado numa pet shop) e Almeida (resgatado da criação de um biotério) foram meu primeiro par. Quando o Salomão morreu, depois de 40 dias comprei o Chico de uma empresa de alimentos vivos para fazer companhia ao Almeida. Dez dias depois, o Almeida também morreu. Então comprei o João numa pet shop, e algum tempo depois trouxe pra casa o Lester, que era sujeito de uma das minhas pesquisas e um belo dia resolveu que não ia mais beber o remédio que eu estava testando – garoto esperto! Vou contar algumas das minhas experiências mais marcantes e/ou engraçadas com eles.

 

-         Quando adotei o Salomão ele era tão filhote que nem devia ter desmamado direito ainda (eu ainda não tinha muito conhecimento sobre ratos). Ele gostava de beber água em gotas nos meus dedos, como se estivesse mamando, e só conseguia dormir tranqüilamente na minha mão. Tiramos bons cochilos juntos. Fui, literalmente, a mãe dele.

-         Na semana em que eu estava estudando figura de apego na faculdade, fui limpar a gaiola do Salomão e do Almeida, ainda filhotões, e os deixei passeando pelo quarto sob a supervisão do meu ex-namorado. O Salomão se afastou de mim, passou pela grade da gaiola e continuou andando. Sem querer, eu derrubei a grade da gaiola, fazendo muito barulho. Então, ele voltou correndo, passou pela grade da gaiola – o que tinha causado o barulho e o susto – e pulou no meu colo. Poucos minutos depois, percebi que o Almeida estava se afastando demais, quase na porta da lavanderia. Dei um gritinho com o meu ex, repreendendo-o por ter deixado o rato ir tão longe. Então o Almeida se assustou com a minha própria voz, voltou correndo e pulou no meu colo. E foi aí que eu entendi direito o que era figura de apego.

-         Um dia a gaiola dos dois estava na sala do apartamento da minha avó (estávamos passando uma temporada lá enquanto o meu era reformado) quando vi que um deles estava parado em um dos cantos da gaiola, olhando pra fora fixamente e balançando a cabeça pra cima e pra baixo. Pensei que ele estivesse passando mal e peguei-o correndo no colo pra ver o que ele tinha. Enquanto eu ainda o estava acudindo, olhei pra gaiola e vi que o outro tinha ido pro mesmo canto, estava olhando pro mesmo lugar e fazendo a mesma coisa. Em todo o meu tempo de biotério e convívio com ratos, eu nunca vi nenhum rato fazer o que os meus dois fizeram naquele dia. E foi aí que eu descobri que ratos podem ser médiuns.

-         O Salomão era o rato perfeito. Vale a pena dizer.

-         Um dia, levei os dois pra casa de minha outra avó, pra passar uns dias por lá. Enquanto eu limpava a gaiola no banheiro, soltei os dois dentro da banheira. De repente, comecei a escutar um miado muito alto e muito perto. Fiquei apavorada, pensando em como é que um gato tinha conseguido entrar no banheiro de um apartamento no 17º andar bem no dia em que soltei meus ratos ali. Foi então que olhei dentro da banheira e vi Salomão, paralisado de medo no meio daquela branquidão toda, miando perfeitamente.

-         Quando o Salomão morreu, de uma doença respiratória super comum, que matou todos os meus ratos e contra a qual eu lutei com todas as armas que estavam ao meu alcance na época, o Almeida passou a roer tudo o que encontrava fora da gaiola (antes ele não roia coisas fora da gaiola) e a ter “tiques nervosos”. Ele só melhorou quando fiz algumas adaptações ambientais na gaiola para entretê-lo melhor.

-         Um dia, eu estava estudando o conceito de conservação de objeto de Piaget sentada na cama de minha irmã e soltei o Almeida na cama enquanto isso. Eu estava com um band-aid no dedo, que ele adorou e resolveu roer. Quanto mais eu tirava a mão, mais ele ia atrás. Até que resolvi esconder a mão debaixo do travesseiro, pra ele não ver mais o band-aid, esquecer da história e procurar outra coisa pra se divertir. Foi quando ele segurou meu polegar entre suas patas dianteiras e puxou minha mão pra fora de onde ela estava, pra conseguir alcançar o band-aid novamente. Então eu larguei minha apostila de lado e resolvi não estudar mais nada.

-         Quando trouxe o Chico pra casa, Almeida parecia tão feliz em ter um novo amigo que, mesmo sempre tendo sido o dominante na relação anterior com Salomão, se deitava de barriga pra cima na frente de Chico (sinal de submissão), tentando estabelecer contato social.

-         Nessa época, comprei uma gaiola bem maior e resolvi a ensinar os dois a fazer cocô numa caixa de areia de gato, num canto da gaiola. A partir de então, todos os meus ratos só fizeram cocô nessa caixinha. Eles aprenderam a fazer cocô num lugar só muito bem. O meu cachorro, não.

-         Alguns dias depois de ter trazido Chico pra casa, Almeida começou a apresentar redução de movimentos em um dos lados do corpo, como um sintoma neurológico mais avançado do que causava a doença respiratória. Mais alguns dias, cheguei em casa e ele estava também cego, passando muito mal. Foi nessa noite que ele morreu. Mesmo cego e passando mal, quando o deixava no meu colo, sua respiração se acalmava. Percebi que ele estava com um cocozinho entalado, que não saía. Fiquei preocupada algum tempo, achando que ele não estava conseguindo fazer por estar passando mal. Então resolvi colocá-lo em cima da caixa de areia. E então ele fez. Mesmo cego, passando mal, morrendo e tendo aprendido a usar a caixa de areia só há 10 dias, ele queria usá-la.

-         Chico foi meu rato mais anti-social. Não ia muito com a cara do Almeida, que se derretia pra ele. Porém, quando eu trouxe o João pra casa, foi paixão à primeira vista. Literalmente. Sorte minha que macho não emprenha.

-         Como eu já disse, ratos têm medo do novo. Principalmente quando criados em isolamento. Isso foi visto em diversas pesquisas. Porém, com o Lester não foi bem assim. Ele, que vivia numa gaiolinha ridiculamente minúscula no biotério, ao chegar na minha casa e ver a mansão de ratos que eu tinha no meu quarto, saiu pulando por todos os cantos e por cima do Chico e do João, sem a menor noção de traquejo social. Os outros dois se entreolhavam e olhavam pra mim, com cara de quem pergunta “onde você arranjou esse idiota?”. Depois de tanta euforia, Lester acabou fazendo um pequeno corte em um dos dedos e passando o resto da noite choramingando num canto da gaiola, com João penalizado atrás dele colocando uma das mãozinhas sobre suas costas, como quem oferece solidariedade.

-         Eu já tinha visto Salomão e Almeida morrerem sofrendo muito bem diante dos meus olhos. O primeiro, a caminho do veterinário, depois de vir passando mal desde Santos até São Paulo. O segundo, à noite, quando o veterinário estava no cinema e me passou algumas orientações por telefone. Eu prometi a mim mesma que não deixaria mais um rato meu sofrer daquele jeito, se eu pudesse evitar. Foi por isso que, quando eu desconfiei que João ia começar a passar mal, eu o levei pro veterinário muito serena, mas já sabendo o que ia acontecer. Quando ele fez a recomendação, as lágrimas escorreram, mas a decisão já estava tomada. E tudo foi feito com ele entre as minhas mãos, não saí de seu lado até que tudo terminasse.

-         A caixinha de areia ficava no canto da gaiola mais perto de minha cama. E, por ser o local da caixinha de areia, ele não era usado pra mais nada, só era visitado nesses momentos cruciais. Porém, foi nesse canto, ao lado da caixinha de areia, com a cabeça voltada em direção à minha cama, que eu encontrei Lester morto uma manhã. Não tem como eu não pensar que, sabendo o que ia acontecer, ele tentou se aproximar de mim.

-         Como eu já disse, Chico era meu rato mais anti-social – exceto pelas demonstrações efusivas de carinho para com João no primeiro dia. Ele não era briguento, de maneira alguma, mas não curtia muito brincadeiras, nem dos outros ratos e nem minhas. Quando meu pai me proibiu de adotar mais ratos (numa crise de necessidade de afirmar sua autoridade, logo que eu adotei meu cachorro), eu fiquei muito preocupada com o que aconteceria com o último que sobrasse, porque eu já tinha visto o quanto eles sofrem sozinhos. De certa forma, foi sorte o Chico ter ficado por último, por ser justamente ele meu rato mais indiferente aos outros e a mim. Bem, pelo menos era isso o que eu pensava. Uma manhã, acordei com minha irmã me perguntando o que o Chico tinha. Quando olhei, ele estava com a parte de trás do corpo paralisada, tentando desesperadamente se locomover com as patas da frente, e muito ofegante. Nem escovei os dentes, mal tirei o pijama, o coloquei dentro da gaiola de transporte e chamei correndo minha avó pra nos levar pro veterinário. Ele passou todo o caminho olhando para o outro lado. De repente, virou a cabecinha na minha direção. E então morreu, olhando pra mim.

 

Por mais que essas histórias possam surpreender alguns e até comover outros, eu nunca vou poder expressar o real significado dessas criaturinhas na minha vida. Foram muitas risadas, muitos carinhos e, principalmente, muitos momentos de conforto que só eles souberam me dar. Eles, os ratos. Foram eles que abriram espaço para que eu desenvolvesse o que hoje considero uma das melhores partes de mim. E é por isso que pretendo que eles sejam a primeira marca gravada em minha pele.


ReviewReviewReviewAnimais e crençasMay 29, '08 9:39 AM
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Category:Other
Priscila Gorzoni
Revista dos Vegetarianos, ano 1, número 11

[Fiz a transcrição da reportagem na íntegra. Não gostei da maneira como ela colocou algumas coisas, mas tem algumas informações muito legais.]

Não existe cultura que não tenha suas crenças, crendices e superstições baseadas nos animais. Por conta dessa simbologia na mitologia e no folclore, não são poucos os casos de pessoas que matam gatos pretos, corujas e sapos por acharem que esses bichos lhes trazem mau agouro. Veja aqui algumas dessas vítimas do imaginário popular.

CORUJA
Na mitologia romana, ela era a ave de Atena. Simboliza a sabedoria e o dom da clarividência. Simbologia provavelmente vinda da mitologia grega, pois foi a coruja quem viu Perséfone saboreando o fruto do inferno. Segundo o folclorista Câmara Cascudo, as corujas anunciam a morte de alguém da casa quando voam em seus telhados e seu canto lúgubre é prenúncio de desgraça. Apesar de seus simbolismos sinistros, no norte do Brasil, essa ave de rapina das famílias Tytonidae e Strigidae representa sorte. Os caboclos, que possuem um contato maior com o bicho, a consideram um bom sinal.

CAMALEÃO
O que mais chama a atenção nesse Chamelacon pardalis, da família dos Camaleontídeos,originários da bacia do Mediterrâneo, é a sua mudança de cor. Por conta disso, o Camaleão aparece em vários folclores. Entre eles o da Ramaiana, onde o rei Nigras foi condenado a permanecer invisível na forma de um camaleão durante milhares de anos. Depois de algum tempo, tornou-se uma crença popular acreditar que o camaleão continha ar e dele se alimentava. Idéia que se originou da atitude de imobilidade e da capacidade de viver um longo tempo sem comer.

LOUVA-A-DEUS
Na Amazônia acredita-se que ele adivinha o sexo do bebê. Se ao sopra-lo, ele mover as pernas dianteiras é menina, se tentar saltar é menino. “Apesar de seu jeito de “Santo”, o louva-a-Deus é um inseto bastante agressivo e as fêmeas têm o péssimo hábito de devorar os machos após a fecundação”, relata Nelson Papavero, entomólogo do Museu de Zoologia de São Paulo. Muitas culturas o consagraram, entre elas a africana, que o considerava uma reencarnação dos mortos.

SAPO
Eles são as maiores vítimas das crenças populares, afinal quem já não ouviu falar de sapos em bruxarias? Nas fábulas de Esopo e africanas, o anfíbio ganha uma outra representação, a de um personagem cômico. Mas infelizmente prevaleceram as crenças ruins. Ao contrário da crença popular, os sapos não esguicham veneno para atacar ou cegar seus potenciais agressores ou predadores. O veneno só é liberado quando suas glândulas são pressionadas. Os sapos são animais extremamente úteis ao homem por se alimentarem de uma grande diversidade de insetos, entre outros animais. São indiscriminadamente caçados e eliminados, o que é absolutamente injustificável dada sua importância na cadeia alimentar.

GATO PRETO
Provavelmente, os gatos tornaram-se de estimação há 5 mil anos na África e seu ancestral selvagem foi o gato selvagem africano: Felis silvestris. Os antigos egípcios os reverenciavam e os consideravam reencarnações da Deusa Bastet. Eles costumavam cria-los dentro de casa e quando algum morria, o egípcio raspava sua sobrancelha em sinal de luto e embalsamava seu gatinho. Mas não durou muito o seu reinado, com a chegada da Idade Média e a Inquisição, a imagem do gato mudou. De sagrado ele tornou-se profano, isso só porque o felino possui hábitos noturnos e passaram a associa-lo com demônios. Se um gato preto era visto perto de uma mulher, ela e o bicho eram levados imediatamente, condenados e queimados. Na Amazônia Peruana, existem pajés que absorvem e produzem através da pajelança a energia do gato para obter destreza e astúcia contra o inimigo.

URUBUS
Não são poucos os dito sobre essas aves. A maioria diz que a presença de urubus é prenúncio de morte. O que não deixa de ser verdade, pois os urubus se alimentam de carniça e são os maiores faxineiros da terra. Ele realmente é esperto, sabido oportunista. Quando se depara com a oportunidade de conseguir carniça, aproveita. Conhecido popularmente como urubutinga e corvo-branco, os povos indígenas acreditam que a espécie urubu-rei voa acima da região das nuvens e todas as flechas com as penas dessa ave não erram o alvo.

MORCEGOS
No Brasil ele simboliza o mau agouro, os mais antigos vão longe e afirmam que ele seria o pássaro do diabo e o povo acredita que o morcego é a transformação de um rato velho. “Isso é impossível, o rato é uma espécie e o morcego outra”, rebate Mário Dvivo, professor e pesquisador do Museu de Zoologia de São Paulo. Na prática, ele nada faz além de percorrer pomares à noite atrás de frutas e insetos. Além disso, eles espalham sementes e polinizam os vegetais. Das quase mil espécies de morcegos no mundo, apenas três são de hematófagas, ou seja, que se alimentam de sangue. Uma delas é a dos Desmodus rotundus, que ronda os curais na calada da noite para sugar o sangue de bois e vacas. Seus ataques só são perigosos quando estão com raiva.

COBRAS E SERPENTES
Não existe uma tradição que tenha se esquecido das cobras e serpentes em suas lendas. Dos répteis, são as cobras e as serpentes as que mais impressionam pela pele fria, escamada, aspecto estranho, principalmente pela existência de espécies peçonhentas, cujo veneno pode matar. As crenças mais sagradas e antigas associam a serpente aos períodos de transição da vida humana. Encontram-se provas destas forças até mesmo no período paleolítico da pré-história, em pinturas rupestres descobertas, por exemplo, em Lascaux, na França. Na Sibéria, os xamãs até hoje usam indumentárias de serpente, simbolizando estar familiarizados com esferas do poder. Os iogues hindus, em seu estado de transe, ultrapassam as categorias normais do pensamento, pelo poder atribuído pela serpente. Talvez o símbolo onírico mais comum de transcendência seja a serpente representada como símbolo terapêutico de Esculápio, deus romano da medicina, e que até hoje subsiste como símbolo da profissão médica. Entre as lendas está a mais conhecida sobre as “cobras que mamam”. Algumas pessoas acreditam que elas têm o hábito de mamar em mulheres grávidas. Para tanto, ao detectarem que existe uma mulher grávida ou que recentemente tenha dado à luz, a cobra se aproxima, oferece a ponta da cauda para que o bebê mame e passa ela mesma a sugar o seio da mulher. Outra crença bastante difundida e sem fundamento diz respeito ao fato de que as cobras teriam a capacidade de hipnotizar suas vítimas.

EMA
Ela é a maior ave do Brasil. Desengonçada e brava, a ema tem fama de farreira. Tanto que também não são poucas as crenças sobre ela. As mais conhecidas são as da tribo dos Bororos. Para eles, a ema representa o cruzeiro e as estrelas, os cães que a perseguem. Já os Xálquis da Argentina reproduziram vários aspectos de suas vidas em cerâmicas. E os Guaranis acreditavam que existisse uma ema fantástica de cor vermelha, que guardava os tesouros escondidos na terra. A ema é encontrada na letra de Bumba-meu-boi, onde representa a embriaguez, fazendo alusão ao seu modo de andas. Também é conhecida como nhandu-guaçu, guaripe e erroneamente de avestruz.

ACAUÃ
É uma das aves mais conhecidas do nordeste por anunciar chuva e matar sobras para alimentar seus filhotes. Mas é tida por algumas lendas como uma ave agourenta, devido ao seu grito que se ouve em dias de lua cheia. “A vocalização desse gavião é tão intensa que as lendas dizem que quando ele grita, todos os outros se calam para ouvi-lo. Na verdade, as outras aves fazem isso para se protegerem do acauã, que é um grande predador”, comenta Ricardo José Garcia Pereira, médico veterinário.




EventFesta da Cão Sem DonoFeb 27, '08 12:22 PM
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Start:     Mar 8, '08 7:00p
End:     Mar 27, '08
Location:     Rua Teixeira e Sousa, 158, Barra Funda (atrás do Shooping West Plaza)
Convite de R$ 25,00 por pessoa. Crianças até 12 anos pagam meia e menores de 6 anos não pagam. Inlcui bebida e pizza à vontade! Haverá sorteios e rifas.

Start:     Mar 9, '08 1:00p
End:     Mar 9, '08 6:00p
Location:     Buffet Verona - Rua Guaranésia, 1.214 - paralela à Av. Guilherme Cotching - Vila Maria - Zona Norte
Valor do Convite: R$ 15,00 ;
Bebidas e doces a parte.
Também realizaremos o nosso tradicional bingo, com sorteio de diversos
prêmios.
Teremos bazar e venda de produtos da Vira Lata é Dez.
Venha, traga toda a família e nos ajudem a continuar nosso trabalho em
prol dos Irmãos Animais!
Aguardamos vocês para o nosso primeiro evento do ano!
Reserve já o seu convite: juliomancha@uol.com.br.

LinkCampanha contra maus-tratos ao gado de corteFeb 27, '08 11:45 AM
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Link: http://www.advocacyonline.net/eactivist/srv/render?VDVDCA&view=GB,en,2...

Uma campanha muito legal da WSPA.

Uma prática muito comum no Brasil é o gado ser criado em um lugar e transportado por longas distâncias para ser abatido em outro. Esse transporte, além de naturalmente estressante para os animais, geralmente se dá em condições muito ruins, em caminhões pequenos e fechados, onde os animais ficam apertados e abafados. Certa vez assisti a uma palestra de um etólogo que trabalhava com animais de produção sobre um trabalho de conscientização feito com os morotirsas que realizam esse transporte, que sem saber como controlar os bois de maneira adequada na entrada ou saída dos veículos, acabam furando os olhos dos ou cometendo outras violências contra os animais.

Essa campanha tem como objetivo ajudar a substituir essa prática pelo abate do gado no local da criação e o transporte da carne já congelada, evitando assim todo o sofrimento causado pelo transporte. O método de transportar a carne congelada já existe faz tempo e, pelo que parece, não causa prejuízo ao produto final.

Participe!

Blog EntryA visita dA MorteFeb 19, '08 10:25 AM
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A primeira reação foi prender a respiração. O susto. Foi a primeira vez, mas acho que o susto vai me acompanhar até a milésima.

Logo tive que tomar a decisão de abandonar uma promessa de trabalho em um lugar onde eu ficava muito feliz. E, conseqüentemente, me afastar de pessoas lindas que conheci.

Depois, aquela sensação de estar me afogando em tudo o que eu sou, que estava me paralisando, me impedindo de começar a agir, me deixando simplesmente existir, e mais nada, foi passando. Pude, enfim, começar a agir e seguir com a vida.

Por fim, o grande rito de passagem: minha formatura. Um mundo no qual estive mergulhada por dois dias inteiros, nos quais só fiz respirar o momento. A celebração pelo fim dos 5 anos mais transformadores da minha vida, como mulher, filha, amiga, namorada, bicho da espécie humana. A passagem definitiva e irreversível pra vida adulta.

Com a lunação quase no fim, pensei que já tivesse acabado. Estava pronta pra agradecer a todas as finalizações, a todas as mudanças, a todas as lições.

Porém, ontem, quando cheguei em casa tarde da noite, recebi um lembrete. Um lembrete que me diz, no mínimo, pra não apostar no fim antes do tempo.

Jorge, meu primeiro camundongo, o mais manso, estava morto. Não que isso seja ruim. Não chorei, como por outros. Na verdade, a sensação foi de alívio. Jorge provavelmente era o bode expiatório de toda e qualquer energia ruim que pudesse passar por essa casa. Enquanto os outros animais, inclusive os outros camundongos sujeitos ao mesmo tratamento, estavam saudáveis, Jorge estava sempre doente. Desde muito novinho tinha uma coceira insuportável na região do pescoço, que o fez se coçar até arrancar pedaços das orelhas. Tratei com mil coisas, fizemos exames; nenhum resultado, nenhuma causa detectável. O jeito era tentar controlar com tratamentos paliativos, tarefa nada fácil. Agora, nos últimos meses, estava também com um probleminha no ânus e no intestino, um ferimento que não cicatrizava e o fazia perder muito sangue.

A morte dele foi o alívio de todas essas dores. E o alívio também por minha culpa de vê-lo sofrer tanto, por mais egoísta que isso seja. Sua morte, como a de qualquer um de nós, era inevitável, tenho certeza disso.

A lição não foi a morte em si. Foi o momento. A morte quase no fim da lunação, depois de outros fins, quando eu já não esperava nada. Tanto tempo de problemas... Por que agora?  

Vá em paz, Jorginho. Que Francisco de Assis cuide de você. Vou sentir saudades.


Blog EntryO sapoJan 14, '08 4:18 PM
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Eu nem sei se era bem um sapo. Não estou muito familiarizada com essas denominações anfíbias. Podia ser perereca, rã... Qualquer coisa dessa família.

Não que eu não me importe com a denominação correta. Eu me importo. Chame rato de camundongo ou gerbil de hamster na minha frente pra você ver. Acontece que com os anfíbios eu não estou muito familiarizada, mesmo.

Enfim, vamos à história. Tínhamos ido passar o Natal em Guararema, num hotel que à primeira vista parecia um paraíso e que logo começou a nos dar arrepios. Éramos os únicos hóspedes, os donos e funcionários falavam por horas de banalidades e de histórias estranhas de suas próprias vidas e fugiam quando queríamos pagar as diárias, o garçom pedia desculpas por não saber onde estavam as taças de sobremesa... Nada se encaixava. Algo soava estranho naquilo tudo. O clima era pesado, parado, como se numa eterna espera de algo que estivesse para acontecer, como num pesadelo ou num filme de terror.

No fim do primeiro dia, nos recolhemos fazendo piadas sobre a possibilidade de nos matarem durante a noite. Meus pais em um quarto; meus irmãos, meu namorado, meu cachorro, meu camundongo e eu, em outro.

Ficamos rindo de bobagens e nervoso por um longo tempo, escutando barulhos estranhos e pensando nas vantagens e desvantagens praquelas pessoas de nos assassinarem ali. Quando já estávamos quase desistindo da vigília, meu namorado se virou pra colocar os óculos ao lado da cama e...

- Isso é um sapo???

Imediatamente minha irmã pulou e ficou em pé em cima da cama.

- Um sapo??? Onde??? Eu odeio sapo!!!

Fui olhar a criatura, e realmente, como eu já disse, se era sapo ou não eu não sei, mas era um desses anfíbios esverdeados que pulam. Era tão pequeno que não devia ter nem sete centímetros.

- Deixa ele aí, vamos dormir...

- Mas e se ele subir na cama?

- Olha o tamanho dele, ele não consegue subir nas camas!

- Mas e se ele entrar na água do Tobby? Sapo não é venenoso?

Com este argumento, meu irmão me convenceu de que deveríamos tirá-lo dali.

- Mata logo...

- NINGUÉM MATA NADA!!! Abram a janela!

Peguei uma toalha de rosto no banheiro... E começou a caçada. O bicho era tão pequenininho que se enfiava nas frestas debaixo das camas. Peguei minha lanterna, meu namorado e eu fomos retirando os colchões, meu irmão em cima da cama, minha irmã pulando de uma à outra com uma agilidade que só um sapo poderia ter. Até que a criatura (o sapo, não minha irmã) foi pros lados do meu cachorro.

- Tamara, FICA COM O TOBBY NO COLO!!!

Vejam bem, eu sei que sapo não é venenoso. Eu sei que ele só solta uma substância irritante quando é predado. Eu simplesmente não queria o céu da boca do meu cachorro irritado, oras. E nem que o sapo fosse comido, diga-se de passagem. E quanto à água... Sabe-se lá o que é que o sapo podia fazer na água do meu cachorro, não é verdade?

Já tínhamos mudado o criado-mudo de lugar, revirado os colchões das quatro camas e eu já estava expert na arte de usar a toalha com habilidade para espantá-lo para lugares mais abertos. Tentei falar com ele, mas os animais não me escutam mais, não sei porquê.

De repente, ele foi parar em uma fresta perto do meu namorado. Eu estava numa área maior. Se fôssemos espertos, porderíamos encurralá-lo. Bastava meu namorado passar a toalha com jeitinho atrás dele na direção em queríamos que ele fosse, que eu o pegaria do outro lado.

Um, dois, três, e... Pra debaixo da cama. Da única cama sem estrado vazado, ou seja, não conseguíamos enxergar debaixo. Meu namorado não é muito bom em entender armadilhas.

E meus irmãos pulando feito pererecas gigantes.

- JÁ CHEGA! Thiago, Tamara, se tranquem no banheiro com o Tobby! Toninho, vamos levantar a cama!

Aí a coisa começou a ficar feia. Quando perdi o sapo de vista, percebi que qualquer movivmento errado que fizéssmos podia matá-lo. Comecei a ficar ainda mais tensa.

Ele não estava debaixo da cama. Passamos muito tempo olhando todos os cantos escuros do quarto com a lanterna, até que o encontramos de volta na fresta onde quase o encurralamos. Passei a toalha atrás dele com jeitinho e... Vitória! Ele foi pro campo aberto! E foi bem pra quina da parede! Agora não tinha como escapar!

Joguei a toalha em cima, me debrucei para pegá-lo com cuidado e... Ele pulou na altura do meu rosto. Eu gritei, me joguei pra trás com susto pensando que estivesse tudo perdido, mas pra minha sorte e espanto geral, ele começou a escalar a parede.

A essa altura eu já estava um trapo. Comecei a chorar, meu namorado sem entender nada. O sapo subiu, subiu, subiu... Até que pulou e foi parar no espelho da prateleira que servia como penteadeira, a um centímetro da gaiola do meu camundongo.

- Tira a gaiola, amor! - Eu já não conseguia mais gritar.

Coloquei a tolha esticada sobre o sapo. Meu namorado foi com a intenção de pegá-lo...

-Não! Eu faço isso! Segura a toalha direito pra ele não escapar.

Tateei a toalha até encontrar o volume. Fechei a mão com todo cuidado que consegui, sentindo-o se desprender do espelho, e atirei fora da janela. Ainda o vi pulando em direção à grama.

Aí eu desabei. Chorei copiosamente, soluçando alto. Meu namorado me abraçou. Soube mais tarde que nessa hora meu irmão comemorou pensando que eu tinha esmagado o sapo.

O Toninho foi avisar meus irmãos que poderiam sair do banheiro, e voltou a me abraçar.

- Mas o que aconteceu???

- Eu... não... queria... matar... o saaaapo...

- Mas, Thais, você não matou o sapo!

- É... eu... sei... mas... eu não... queriiiia...

- Mas você NÃO matou!

Até hoje ninguém entendeu o motivo do meu choro, nem eu mesma consegui explicar pra ninguém. Também não consegui explicar por que é que eu disse que ele não conseguiria subir nas camas se ele era capaz escalar a parede até mais do que minha altura.

Foi uma noite inesquecível. E o mais importante foi que chegamos vivos à manhã seguinte - nós e o sapo.


EventFEIRA DE ADOÇÃONov 6, '07 6:33 PM
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Start:     Nov 10, '07 10:00a
End:     Nov 10, '07 5:00p
Location:     Estacionamento Wall Mart – Osasco: Av. dos Autonomistas, 1768,1828
Cães adultos e filhotes, castrados e vacinados.

Para adotar é necessário ser maior de 21anos, RG, CPF e comprovante de residência.

http://www.patinhasonline.com.br

(11) 9350-0052


Blog EntryO Único AnimalOct 18, '07 6:58 AM
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Luís Fernando Veríssimo (é o que dizem, pelo menos...)

 

O homem é o único animal que ri dos outros. O homem é o único animal que passa por outro e finge que não vê.

É o único que fala mais que o papagaio.

É o único que gosta de escargots (fora, claro, o escargot).

É o único que acha que Deus é parecido com ele.

E é o único...

que se veste;

que veste os outros;

que despe os outros;

que faz o que gosta escondido;

que muda de cor quando se envergonha;

que sabe que vai morrer;

que pensa que é eterno;

que não tem uma linguagem comum a toda espécie;

que se tosa voluntariamente;

que lucra com os ovos dos outros;

que pensa que é anfíbio e morre afogado;

que tem bichos;

que joga no bicho;

que aposta nos outros;

que compra antenas;

que se compara com os outros;

O homem não é o único animal que alimenta e cuida das suas crias, mas é o único que depois usa isso para fazer chantagem emocional.

Não é o único que mata, mas é o único que vende a pele.

Não é o único que mata, mas é o único que manda matar.

E não é o único...

que voa, mas é o único que paga para isso;

que constrói casa, mas é o único que precisa de fechadura;

que constrói casa, mas é o único que passa quinze anos pagando;

que foge dos outros, mas é o único que chama isso de retirada estratégica;

que trai, polui e aterroriza, mas é o único que se justifica;

que engole sapo, mas é o único que não faz isso pelo valor nutritivo.


Photo AlbumBob (23 photos)Aug 24, '07 8:38 AM
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O Bob nasceu na ECA e migrou para a Psico assim que desmamou. Um filhotinho magricela e barrigudo de vermes, lotado de carrapatos e couro liso de sarna. Tentamos resgatar também sua mãe, mas ela fugiu de nós.

Levamos o Bob para um hotelzinho e para feirinhas de adoção. Brigando com os outros por causa de comida e com as patas dianteiras ficando tortas, não era fácil arrumar um adotante. Acabou ficando na minha casa por um tempo, até que Norma, minha amiga de faculdade, o adotou, em dezembro de 2005.

Com certeza, o cachorro mais carinhoso e alegre que já conheci. E que acabou, no fim das contas, ficando bonito também.

EventFeira de Adoção de AnimaisAug 17, '07 12:23 AM
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Start:     Aug 19, '07 1:00p
End:     Aug 19, '07 5:00p
Location:     Estaciomento da Prefeitura de Osasco - Av. Narciso Sturlini, 201
Para adotar é necessário ser maior de 21 anos, comprovante de residência e RG.

Maiores informações (11) 9350-0052

www.patinhasonline.com.br

EventFesta à fantasia beneficente do Patinhas OnlineAug 15, '07 3:49 PM
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Start:     Aug 25, '07 9:00p
Location:     Academia Plataforma Gym - Rua Coronel Bento Bicudo, 1038, Piqueri
O dinheiro arrecadado será destinado para compra de ração, renovação das vacinas, vacinação dos filhotes, castrações e outros gastos veterinários do Abrigo da Beth, localizado no Butantã.
Os convites custam R$ 15,00 e serão vendidos somente até o dia 20/08 pelo voluntário Rafael: (11) 8339-6651/ rafaeltramontina@yahoo.com.br

Dados para depósito:
Banco Itaú
Rafael Splichal Gonçalves
Ag- 3129
Conta Poupança - 09922-6/500

O uso de fantasia é obrigatório! Seja criativo!
Mais informações: http://www.patinhasonline.com.br


Photo AlbumBidu (18 photos)Aug 14, '07 11:10 AM
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Adotado pela vovó Ida em uma feira de adoção em junho de 2004, com 45 dias.

Photo AlbumJorge (15 photos)Aug 13, '07 7:42 PM
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Meu primeiro camundongo. Da criação da Ju e do Fausto (antiga criação do DK). Comigo desde novembro de 2006, nascido provavelmente em setembro de 2006.

Photo AlbumTobby (14 photos)Aug 13, '07 1:32 PM
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Comigo desde janeiro de 2006

Pages:12
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