"O mar sempre foi fonte de inspiração para vários artistas. Está presente em nosso imaginário. Em geral ocupa o ambiente da conteomplação, cuja poética se dá pela distância. Nossa opção foi o mar visto por dentro, um mergulho radical e cheio de alegria onde a fauna e a flora oferecem imagens para os números circenses. Oceano narra as aventuras de um menino que, em busca de recuperar seu patinho de borracha é engolido pelo ralo de sua banheira e descobre um universo novo no fundo do mar. Das Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne, a Alice, de Lewis Caroll, muitas são as referências da imersão em um mundo misterioso e repleto de emoções. Como um rito de passagem, o menino enfrenta e vislumbra tudo ao seu redor. Passa por peixes, cavalos-marinhos, golfinhos, sereias e uma infinidade de personagens submarinos reais ou fantásticos, que são patrimônio da imaginação humana. As sensações de leveza e flutuação são traduzidas em Oceano pelas mais variadas modalidades circenses: aéreas, de solo e palhaçadas, acrescidas de elementos radicais, como patinação em rampas e os novos jumps, derivados de pernas-de-pau. Além do teatro de bonecos e efeitos cênicos variados, que dialogam fortemente com a música especialmente composta para o espetáculo. Coreografia, iluminação, cenografia e figurinos reúnem-se aqui para levar o público a uma viagem cheia de emoções e adrenalina. Asim, queremos transmitir a imensa esperança de quem sonha acordado e mergulhado na vida circense." Hugo Possolo
Quintas e sextas às 21h Sábados às 16h e às 21h Domingos às 16h e às 19h
Entrada: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Memorial da América Latina (ao lado do Metrô Barra Funda)
| Category: | Books | | Genre: | Other | | Author: | Elisa Lucinda |
Moço, cuidado com ela! Há que se ter cautela com esta gente que menstrua... Imagine uma cachoeira às avessas: cada ato que faz, o corpo confessa. Cuidado, moço às vezes parece erva, parece hera cuidado com essa gente que gera essa gente que se metamorfoseia metade legível, metade sereia. Barriga cresce, explode humanidades e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar mas é outro lugar, aí é que está: cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita.. Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente que vai cair no mesmo planeta panela. Cuidado com cada letra que manda pra ela! Tá acostumada a viver por dentro, transforma fato em elemento a tudo refoga, ferve, frita ainda sangra tudo no próximo mês. Cuidado moço, quando cê pensa que escapou é que chegou a sua vez! Porque sou muito sua amiga é que tô falando na "vera" conheço cada uma, além de ser uma delas. Você que saiu da fresta dela delicada força quando voltar a ela. Não vá sem ser convidado ou sem os devidos cortejos.. Às vezes pela ponte de um beijo já se alcança a "cidade secreta" a Atlântida perdida. Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela. Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas cai na condição de ser displicente diante da própria serpente Ela é uma cobra de avental Não despreze a meditação doméstica É da poeira do cotidiano que a mulher extrai filosofando cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso julgando a arte do almoço: Eca!... Você que não sabe onde está sua cueca? Ah, meu cão desejado tão preocupado em rosnar, ladrar e latir então esquece de morder devagar esquece de saber curtir, dividir. E aí quando quer agredir chama de vaca e galinha. São duas dignas vizinhas do mundo daqui! O que você tem pra falar de vaca? O que você tem eu vou dizer e não se queixe: VACA é sua mãe. De leite. Vaca e galinha... ora, não ofende. Enaltece, elogia: comparando rainha com rainha óvulo, ovo e leite pensando que está agredindo que tá falando palavrão imundo. Tá, não, homem. Tá citando o princípio do mundo!
Priscila Gorzoni Revista dos Vegetarianos, ano 1, número 11
[Fiz a transcrição da reportagem na íntegra. Não gostei da maneira como ela colocou algumas coisas, mas tem algumas informações muito legais.]
Não existe cultura que não tenha suas crenças, crendices e superstições baseadas nos animais. Por conta dessa simbologia na mitologia e no folclore, não são poucos os casos de pessoas que matam gatos pretos, corujas e sapos por acharem que esses bichos lhes trazem mau agouro. Veja aqui algumas dessas vítimas do imaginário popular.
CORUJA Na mitologia romana, ela era a ave de Atena. Simboliza a sabedoria e o dom da clarividência. Simbologia provavelmente vinda da mitologia grega, pois foi a coruja quem viu Perséfone saboreando o fruto do inferno. Segundo o folclorista Câmara Cascudo, as corujas anunciam a morte de alguém da casa quando voam em seus telhados e seu canto lúgubre é prenúncio de desgraça. Apesar de seus simbolismos sinistros, no norte do Brasil, essa ave de rapina das famílias Tytonidae e Strigidae representa sorte. Os caboclos, que possuem um contato maior com o bicho, a consideram um bom sinal.
CAMALEÃO O que mais chama a atenção nesse Chamelacon pardalis, da família dos Camaleontídeos,originários da bacia do Mediterrâneo, é a sua mudança de cor. Por conta disso, o Camaleão aparece em vários folclores. Entre eles o da Ramaiana, onde o rei Nigras foi condenado a permanecer invisível na forma de um camaleão durante milhares de anos. Depois de algum tempo, tornou-se uma crença popular acreditar que o camaleão continha ar e dele se alimentava. Idéia que se originou da atitude de imobilidade e da capacidade de viver um longo tempo sem comer.
LOUVA-A-DEUS Na Amazônia acredita-se que ele adivinha o sexo do bebê. Se ao sopra-lo, ele mover as pernas dianteiras é menina, se tentar saltar é menino. “Apesar de seu jeito de “Santo”, o louva-a-Deus é um inseto bastante agressivo e as fêmeas têm o péssimo hábito de devorar os machos após a fecundação”, relata Nelson Papavero, entomólogo do Museu de Zoologia de São Paulo. Muitas culturas o consagraram, entre elas a africana, que o considerava uma reencarnação dos mortos.
SAPO Eles são as maiores vítimas das crenças populares, afinal quem já não ouviu falar de sapos em bruxarias? Nas fábulas de Esopo e africanas, o anfíbio ganha uma outra representação, a de um personagem cômico. Mas infelizmente prevaleceram as crenças ruins. Ao contrário da crença popular, os sapos não esguicham veneno para atacar ou cegar seus potenciais agressores ou predadores. O veneno só é liberado quando suas glândulas são pressionadas. Os sapos são animais extremamente úteis ao homem por se alimentarem de uma grande diversidade de insetos, entre outros animais. São indiscriminadamente caçados e eliminados, o que é absolutamente injustificável dada sua importância na cadeia alimentar.
GATO PRETO Provavelmente, os gatos tornaram-se de estimação há 5 mil anos na África e seu ancestral selvagem foi o gato selvagem africano: Felis silvestris. Os antigos egípcios os reverenciavam e os consideravam reencarnações da Deusa Bastet. Eles costumavam cria-los dentro de casa e quando algum morria, o egípcio raspava sua sobrancelha em sinal de luto e embalsamava seu gatinho. Mas não durou muito o seu reinado, com a chegada da Idade Média e a Inquisição, a imagem do gato mudou. De sagrado ele tornou-se profano, isso só porque o felino possui hábitos noturnos e passaram a associa-lo com demônios. Se um gato preto era visto perto de uma mulher, ela e o bicho eram levados imediatamente, condenados e queimados. Na Amazônia Peruana, existem pajés que absorvem e produzem através da pajelança a energia do gato para obter destreza e astúcia contra o inimigo.
URUBUS Não são poucos os dito sobre essas aves. A maioria diz que a presença de urubus é prenúncio de morte. O que não deixa de ser verdade, pois os urubus se alimentam de carniça e são os maiores faxineiros da terra. Ele realmente é esperto, sabido oportunista. Quando se depara com a oportunidade de conseguir carniça, aproveita. Conhecido popularmente como urubutinga e corvo-branco, os povos indígenas acreditam que a espécie urubu-rei voa acima da região das nuvens e todas as flechas com as penas dessa ave não erram o alvo.
MORCEGOS No Brasil ele simboliza o mau agouro, os mais antigos vão longe e afirmam que ele seria o pássaro do diabo e o povo acredita que o morcego é a transformação de um rato velho. “Isso é impossível, o rato é uma espécie e o morcego outra”, rebate Mário Dvivo, professor e pesquisador do Museu de Zoologia de São Paulo. Na prática, ele nada faz além de percorrer pomares à noite atrás de frutas e insetos. Além disso, eles espalham sementes e polinizam os vegetais. Das quase mil espécies de morcegos no mundo, apenas três são de hematófagas, ou seja, que se alimentam de sangue. Uma delas é a dos Desmodus rotundus, que ronda os curais na calada da noite para sugar o sangue de bois e vacas. Seus ataques só são perigosos quando estão com raiva.
COBRAS E SERPENTES Não existe uma tradição que tenha se esquecido das cobras e serpentes em suas lendas. Dos répteis, são as cobras e as serpentes as que mais impressionam pela pele fria, escamada, aspecto estranho, principalmente pela existência de espécies peçonhentas, cujo veneno pode matar. As crenças mais sagradas e antigas associam a serpente aos períodos de transição da vida humana. Encontram-se provas destas forças até mesmo no período paleolítico da pré-história, em pinturas rupestres descobertas, por exemplo, em Lascaux, na França. Na Sibéria, os xamãs até hoje usam indumentárias de serpente, simbolizando estar familiarizados com esferas do poder. Os iogues hindus, em seu estado de transe, ultrapassam as categorias normais do pensamento, pelo poder atribuído pela serpente. Talvez o símbolo onírico mais comum de transcendência seja a serpente representada como símbolo terapêutico de Esculápio, deus romano da medicina, e que até hoje subsiste como símbolo da profissão médica. Entre as lendas está a mais conhecida sobre as “cobras que mamam”. Algumas pessoas acreditam que elas têm o hábito de mamar em mulheres grávidas. Para tanto, ao detectarem que existe uma mulher grávida ou que recentemente tenha dado à luz, a cobra se aproxima, oferece a ponta da cauda para que o bebê mame e passa ela mesma a sugar o seio da mulher. Outra crença bastante difundida e sem fundamento diz respeito ao fato de que as cobras teriam a capacidade de hipnotizar suas vítimas.
EMA Ela é a maior ave do Brasil. Desengonçada e brava, a ema tem fama de farreira. Tanto que também não são poucas as crenças sobre ela. As mais conhecidas são as da tribo dos Bororos. Para eles, a ema representa o cruzeiro e as estrelas, os cães que a perseguem. Já os Xálquis da Argentina reproduziram vários aspectos de suas vidas em cerâmicas. E os Guaranis acreditavam que existisse uma ema fantástica de cor vermelha, que guardava os tesouros escondidos na terra. A ema é encontrada na letra de Bumba-meu-boi, onde representa a embriaguez, fazendo alusão ao seu modo de andas. Também é conhecida como nhandu-guaçu, guaripe e erroneamente de avestruz.
ACAUÃ É uma das aves mais conhecidas do nordeste por anunciar chuva e matar sobras para alimentar seus filhotes. Mas é tida por algumas lendas como uma ave agourenta, devido ao seu grito que se ouve em dias de lua cheia. “A vocalização desse gavião é tão intensa que as lendas dizem que quando ele grita, todos os outros se calam para ouvi-lo. Na verdade, as outras aves fazem isso para se protegerem do acauã, que é um grande predador”, comenta Ricardo José Garcia Pereira, médico veterinário.
Teatro infantil. Um casal de palhaços e dois músicos revivem as histórias dos antigos disquinhos coloridos, embalados pelas músicas de Braguinha. Dona Baratinha, Chapeuzinho Vermelho e o Sapo e o Urubu entram em cena trazendo de volta aquela gostosura do mundo infantil que há muito não se vê. Direção: Hugo Possolo Textos: Braguinha Direção Musical: Léo Nascimento Elenco: Nora Prado, Gabriel Guimard Músicos: Léo Nascimento, André Parisi Até 04/11 Sábados e Domingos à 16h Ingressos R$ 10,00 Espaço Parlapatões Praça Roosevelt, 158 - Centro http://www.espacoparlapatoes.com.br
 Registro fotográfico de viagem à Sicília feita por laboratório de estudos da Cidade Antiga do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP (MAE), com texto da professora Elaine Farias Veloso Hirata. O objetivo da viagem foi comparar o modo de vida da Cidade Antiga com o da população atual da região. O registro mostra moradores em cenários antigos e também a encenação de uma antiga peça de teatro.
MAE: Av. Prof. Almeida Prado, 1466 - Cidade Universitária - Butantã (corredor das salas de aula) Fone: fax:(0xx11) 3091-5042

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